Uma semana para partilhar conhecimentos com a população

Instituições científicas apresentam ciência portuguesa aos portugueses...

21 novembro 2002
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Instituições científicas de todo o país vão "agarrar" na ciência e tecnologia produzidas em Portugal e, entre 23 e 30 de Novembro, apresentá-las à população, em forma de exposições, dias de portas abertas ou debates.
 

 

Trata-se da Semana da Ciência e da Tecnologia, uma mostra à escala nacional a propósito do conhecimento e da investigação científica que se fazem em Portugal.
 

 

Coordenada pela Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica Ciência Viva, a semana vive sobretudo dos contributos de escolas, laboratórios, museus, universidades, que em todo o país se querem associar a esta iniciativa.
 

 

"Cada vez mais importa que sejam as próprias instituições a sentir a semana da ciência e da tecnologia como sua", sublinhou, em declarações à Agência Lusa, a directora da Agência Ciência Viva, Rosália Vargas.
 

 

Segundo Rosália Vargas, "são as instituições que naturalmente se organizam e estabelecem parcerias no sentido de organizarem actividades dirigidas ao público em geral para disseminar a cultura científica pelo maior possível número de pessoas".
 

 

A cultura científica na Europa dá precisamente o mote para uma mesa-redonda que marca o arranque desta semana, no sábado, no Pavilhão do Conhecimento (Parque das Nações, Lisboa).
 

 

Nessa ocasião serão apresentados os resultados do estudo de "Benchmarking" sobre cultura científica e divulgação da Ciência e Tecnologia na Europa, que decorreu entre Setembro de 2001 e Julho de 2002.
 

 

Os participantes na mesa-redonda, Steve Miller (University College, Londres, Reino Unido), Paul Caro (Centre National de la Recherche Scientifique, França), Gregorio Medrano (em representação do comisssário europeu Philippe Busquin), fizeram parte do grupo de especialistas que produziram o relatório.
 

 

A sessão de apresentação de resultados, moderada por Rosália Vargas, vai contar com a presença do Ministro da Ciência e do Ensino Superior, Pedro Lynce.
 

 

Seguir-se-á um debate público sobre a cultura científica na Europa, onde deverão estar presentes investigadores portugueses como Alexandre Quintanilha (director do Instituto de Biologia Molecular e Celular), Mariano Gago (ex-ministro da Ciência e da Tecnologia e director do Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas), João Sentieiro (Instituto Superior Técnico) e Arsélio Pato de Carvalho (director do Centro de Neurociências de Coimbra), entre outros.
 

 

Durante todo o dia, ainda no Pavilhão do Conhecimento, vão estar presentes bancadas de instituições científicas que vão mostrar o trabalho de investigação e de colaboração que desenvolvem com estudantes do ensino básico e secundário.
 

 

Por todo o país, e durante oito dias, vão decorrer actividades para assinalar esta Semana da Ciência e da Tecnologia, promovidas por mais de 60 entidades.
 

 

Por exemplo, no mais antigo Centro de Ciência Viva no país, no Algarve, serão apresentados projectos sobre alternativas energéticas e ecossistemas marinhos, além de filmes integrados no Teleciência (IV Festival do Filme Científico), a decorrer em todo o país.
 

 

No mais recente Centro de Ciência Viva, em Vila do Conde, a proposta são duas oficinas, "A minha mãe é cientista", onde se poderá desvendar a ciência escondida em algumas tarefas domésticas, ou "O meu pai é engenhocas", que propõe a construção de engenhos recorrendo a materiais comuns.
 

 

A exemplo de anos anteriores, na UTAD (Universidade de Trás- os-Montes e Alto Douro) está já a decorrer uma quinzena (entre 18 e 30 de Novembro) dedicada à ciência e tecnologia, que integra, entre outras iniciativas, um dia de portas abertas à população.
 

 

Também o Aquário Vasco da Gama, no Dafundo, se junta a esta semana científica, apresentando uma nova exposição dedicada ao público estudantil, "O Mar, fonte de vida, herança a preservar".
 

 

Um consultório via e-mail para responder às dúvidas da população foi a forma escolhida pelo Observatório Astronómico da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto para aderir à iniciativa.
 

 

Já em Beja, no Museu Botânico da Escola Superior Agrária, vai estar patente durante esta semana a exposição "Discretos Tesouros", que apresenta algumas raridades das colecções botânicas, como a maior semente do Reino Vegetal, com vinte quilogramas, ou açafrão verdadeiro, vinte vezes mais caro do que a prata.
 

 

No último dia da Semana da Ciência e da Tecnologia, 30 de Novembro, o Pavilhão do Conhecimento vai apostar em actividades dedicadas ao Outono.
 

 

Por exemplo, investigadores do Observatório Astronómico de Lisboa vão explicar porque existem as estações do ano enquanto outros do Museu de História Natural responderão cientificamente à questão porque caem as folhas.
 

 

Construção de puzzles tridimensionais e construção de sólidos utilizando origami vão ser as propostas no local da Sociedade Portuguesa de Matemática.
 

 

"O maravilhoso mundo dos cogumelos", com a presença de Maria de Lurdes Modesto e cientistas do Centro de Micologia da Faculdade de Ciências de Lisboa, e "A Ciência dos Vinhos e dos Queijos", com explicações de especialistas, são as actividades que assinalam no Pavilhão do Conhecimento o encerramento desta semana.
 

 

A origem da Semana da Ciência e da Tecnologia situa-se em 1996, data em que se decidiu promover um conjunto de iniciativas para homenagear Rómulo de Carvalho, professor e divulgador de ciência, na data do seu aniversário (24 de Novembro).
 

 

O dia do nascimento deste divulgador de ciência foi mais tarde instituído como o Dia Nacional da Cultura Científica.
 

 

Com o passar dos anos, toda a semana onde calha o dia 24 de Novembro começou a ser dedicada a eventos de carácter científico.
 

 

Instituições, museus e escolas são convidados a abrir as suas portas ao público.
 

 

Para conhecer todas as actividades integradas na Semana da Ciência e da Tecnologia basta consultar na Internet o endereço http://www.cienciaviva.mct.ptou ligar o número azul 808 200 205.
 

 

Fonte: Lusa

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