Uma nova abordagem ao tratamento de tumores do cérebro

Estudo publicado na “PLOS Computational Biology”

22 abril 2015
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Um novo estudo sugere que os fármacos direcionados às vias de sinalização da insulina para desacelerar ou parar o crescimento de tumores do cérebro incidem sobre os alvos errados.
 
O estudo conduzido pela Universidade Rice, EUA, vem lançar mais luz sobre as interações entre fatores chave das vias de sinalização da insulina que influenciam o crescimento de glioblastomas. 
 
O laboratório de Amina Qutub, bioengenheira, naquela universidade empregou modelos computacionais detalhados e realizou ensaios sobre dois tipos diferentes de células de glioblastomas. Tudo indica que os tratamentos que atacam as vias de sinalização da insulina influenciando, supostamente, o desenvolvimento tumoral, demonstraram resultados díspares porque incidem sobre os alvos errados.
 
Foi demonstrado em estudos que os pacientes obesos, diabéticos ou com ambos os problemas apresentam a maior incidência de glioblastomas, que é o tipo de cancro mais fatal de todos, quase sem possibilidade de cura. 
 
Liderado por Ka Wai Lin da Universidade Rice, este estudo foi o primeiro a estabelecer mecanismos, através de um modelo computacional, que demonstram a razão pela qual alguns tumores cerebrais são sensíveis à insulina enquanto outros parecem não ter qualquer sensibilidade à insulina. Segundo o investigador, estudos anteriores debruçaram-se sobre dois aspetos das vias de sinalização da insulina que se supõe exercerem efeito sobre os glioblastomas, mas que nunca tinham sido considerados até agora.
 
Os medicamentos que chegaram à etapa de ensaio clínico focaram-se no fator de crescimento semelhante à insulina tipo 1ou IGF1 e a sua relação com um fator de transcrição, o fator indutor de hipoxia 1a (HIF1a). A HIF1a tem estado implicada na progressão de glioblastomas.
 
O novo modelo sugere que a via de sinalização a partir de outra proteína de crescimento, a IGFBP2, para o fator de transcrição HIF1a é, em comparação, mais integral para o crescimento de tumores do cérebro malignos e um alvo adequado para estudo futuros sobre tratamentos.
 
“Enquanto a via de sinalização da insulina tem vindo a ser estudada no cancro desde há várias décadas, o feedback da sinalização IGFBP2-HIF1a nunca tinha sido testado da forma como Ka Wai o explorou”, afirma Amina Qutub.
 
A investigadora explica ainda que os fármacos que afetam a via de sinalização da insulina dependem do tipo de tumor. “In vitro e em tumores alguns glioblastomas são sensíveis à insulina e outros não. Queremos dizer que para aqueles que o são – e muitos são-no – temos que incidir sobre as vias de sinalização que descrevemos”.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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