Uma imagem vale mais que mil palavras, a mamografia digital pode salvar vidas
05 setembro 2001
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Uma imagem vale mais que mil palavras, melhorar as que permitem diagnosticar o cancro da mama aumentará a possibilidade dos médicos identificarem a doença num estádio cada vez mais precoce e salvar vidas.
 

 

Na esperança de reduzir a incidência da doença, o Instituto norte-americano para o cancro anunciou um subsídio de 5,8 milhões de contos (cerca de 29 milhões de euros) a investigadores de 19 instituições norte-americanas e canadianas.
 

 

Ao longo dos trabalhos de investigação, que deverão envolver cerca de 50 mil mulheres, os cientistas vão comparar a nova mamografia digital com a mamografia tradicional em película.
 

 

O subsídio, que vai ser entregue ao American College of Radiology Imaging Network, visa o financiar um estudo intitulado Digital Mammographic Imaging Screening Trial.
 

 

O estudo socorre-se das novas tecnologias para, através do computador e de detectores especiais, permitir que esta forma de mamografia resulte numa imagem digital da mama que possa ser vista em monitores de alta resolução.
 

 

"A mamografia tradicional tem sido a tecnologia de exame mais estudada ao longo dos últimos 40 anos, por isso sabemos mais sobre ela do que sobre qualquer outra técnica de diagnóstico em medicina", disse a principal investigadora envolvida no projecto, Etta Pisano, da Universidade da Carolina do Norte, em Chapel Hill.
 

 

"Antes de ser largamente utilizada, queremos garantir que a mamografia digital é, pelo menos, tão boa como a mamografia tradicional para ajudar a identificar cancros numa fase inicial", disse Pisano.
 

 

A mamografia digital poderá revelar de forma mais exacta cancros em mulheres com tecido mamário denso devido à sua melhor resolução de contraste, disse. Estudos anteriores sugerem igualmente que poderá reduzir o número de mulheres que são chamadas a repetir os exames para confirmar lesões suspeitas.
 

 

"Apesar do equipamento para a mamografia digital ser mais caro, menos visitas ao médico podem significar uma poupança de custos, diminuindo o número de doentes", explicou Pisano, indicando que está igualmente previsto estudar o custo do processo e o impacto dos falsos positivos na qualidade de vida das mulheres.
 

 

Daniel Sullivan, que coordenou o processo no Instituto norte- americano para o cancro, explicou que a mamografia digital poderá detectar cancros da mama numa fase inicial. "Mas um estudo mais alargado é necessário para determinar se a mamografia digital é realmente melhor que a mamografia convencional, e, se for, qual a diferença", referiu.
 

 

O recrutamento de mulheres para o estudo vai começar a 15 de Outubro e terminar 18 meses depois, indicou Pisano.
 

 

As pacientes vão fazer mamografia convencional e digital em condições semelhantes, devendo ser acompanhadas durante vários anos.
 

 

Fonte: Lusa

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