Uma em cada cinco raparigas entre os 13 e os 18 anos toma tranquilizantes

Dados estão a preocupar as autoridades de saúde

07 março 2016
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Uma em cada cinco raparigas com idades entre os 13 e os 18 anos toma tranquilizantes ou sedativos, a maioria com prescrição médica, dá conta um estudo do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e Dependências (SICAD).
 
De acordo com a notícia avançada pela agência Lusa, estes dados foram incluídos no “Estudo sobre os Consumos de Álcool, Tabaco, Drogas e outros Comportamentos Aditivos e Dependências-2015” e estão a preocupar as autoridades de saúde. 
 
Segundo a autora do estudo, Fernanda Feijão, importa perceber “como é que há uma percentagem tão elevada de raparigas a precisar de medicamentos”. Este é um indicador em que “costumamos estar acima da média europeia”, acrescentou.
 
O subdiretor geral do SICAD, Manuel Cardoso, referiu que ainda não há uma explicação para estes consumos, mas considerou que 20% “é um valor muitíssimo alto” e que esta “questão tem de ser estudada”.
 
“Há um problema no feminino que deve ser investigado e sobre o qual a saúde se deve debruçar”, disse Fernanda Feijão.
 
Este problema está também presente noutras áreas, como o consumo de bebidas alcoólicas, em que as raparigas levam a dianteira sobre os rapazes, no que respeita às bebidas espirituosas.
 
O estudo apurou que 5,3% dos rapazes, dos 13 aos 18 anos, consome bebidas espirituosas, enquanto mais do dobro das raparigas (11%) o faz. Globalmente, as bebidas mais consumidas no último mês foram as destiladas (31%), seguidas da cerveja (30%) e do vinho (22%).
 
No entanto, Manuel Cardoso destaca que a percentagem mais elevada de consumo de espirituosas “acontece à custa das raparigas”. Esta é uma “realidade nova”, disse, sublinhando que as raparigas iniciam este tipo de consumo aos 13 anos, o que se poderá enquadrar no facto de “o crescimento da mulher acontecer mais cedo que o do homem”.
 
O relatório refere que 5% dos jovens com 13 anos já estiveram embriagados alguma vez ao longo da vida e que 3% se embriagaram no último mês (0,8% de raparigas e 2,2% de rapazes).
 
Apesar destes dados, o SICAD destaca que, nos últimos quatro anos, o consumo de álcool, tabaco e droga tem vindo a descer nas camadas mais jovens, mantendo-se estável ou, em alguns casos, aumentando nos indivíduos de 18 anos.
 
Entre os jovens de 18 anos verificou-se que 10% (cerca de 10 mil jovens) revelaram ser consumidores frequentes de álcool, droga e tabaco. Para Fernanda Feijão, este é também um grupo de consumidores “que deve ser objeto de especial preocupação”.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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