Uma em cada cinco crianças não recebe vacinas de rotina

Alerta da Organização Mundial de Saúde

20 agosto 2015
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Uma em cada cinco crianças no mundo não recebe as vacinas de rotina e anualmente um milhão e meio de menores morre de doenças contra as quais existe vacinação, alerta a Organização Mundial de Saúde (OMS).
 

“Um total de 18,7 milhões de crianças com menos de um ano não receberam a vacina contra a difteria, como recomendamos”, referiu o responsável pelo departamento de vacinação da OMS, Philippe Duclos.
 

De acordo com a notícia avançada pela agência Lusa, a agência das Nações Unidas manifestou esta semana a sua preocupação face à corrente que defende a não utilização de vacinas, um dos aspetos que dificulta as metas mundiais de imunização.
 

Segundo o responsável, não é possível traçar o perfil das pessoas que recusam a vacinação com base em parâmetros como a classe social, escolaridade, nacionalidade ou origem étnica. Segundo Philippe Duclos, um elevado nível de educação não significa a aceitação automática das vacinas.
 

O responsável referiu também que a falta de vacinação não é dependente do nível socioeconómico do país, recordando um caso registado numa região do Reino Unido, onde várias pessoas defendiam que certas vacinas provocavam graves doenças neurológicas nas crianças.
 

O representante da OMS também mencionou um caso mais recente verificado em França, onde também existiu uma corrente contra a vacina da hepatite B.
 

Philippe Duclos explicou que a recusa da vacinação pode ser atribuída a vários fatores, como as crenças baseadas em mitos, a desinformação, a desconfiança face aos profissionais de saúde e ao sistema sanitário, a influência dos líderes comunitários, os custos e as barreiras geográficas.
 

O medo de agulhas também pode funcionar como um impedimento. Sobre este aspeto, a OMS vai publicar em breve um conjunto de recomendações para atenuar a dor no momento da injeção.
 

“Não existe uma estratégia única, mas poderá passar pela participação de líderes influentes para promover a vacinação junto das comunidades, pela mobilização social, pelos meios de comunicação, bem como pela criação de melhores acessos à vacinação”, disse o Philippe Duclos.
 

A taxa de vacinação a nível mundial é atualmente de 86% e o objetivo da OMS é chegar aos 90% até ao final deste ano.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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