Um terço dos professores portugueses tem problemas de stress e voz

Revelação da Federação Nacional de Educação

15 maio 2015
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Cerca de um terço dos professores portugueses sofre de elevados níveis de stress e tem problemas de voz, revelou a Federação Nacional de Educação (FNE), que prometeu lançar uma campanha a exigir que o stress seja considerado doença profissional.
 
De acordo com um estudo levado a cabo pela Unidade de Investigação em Psicologia e Saúde, do Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA), ao qual a agência Lusa teve acesso, cerca de 30% dos 800 professores inquiridos revelou níveis elevados de burnout, um estado de esgotamento físico e mental provocado pela profissão.
 
Professores mais velhos, docentes do ensino secundário e docentes responsáveis por alunos com necessidades educativas especiais foram aqueles que apresentaram níveis de burnout mais elevados.
 
“Os professores do ensino secundário apresentam valores mais elevados de stress, exaustão emocional e maior falta de reconhecimento profissional”, recorda a FNE em declarações à Lusa, sublinhando que as mulheres são mais afetadas.
 
As causas apontadas para esta situação incluem turmas muito grandes, mau comportamento dos alunos, baixos salários, condições de trabalho precárias, grande exigência de tarefas burocráticas, pressão de tempo para o desempenho das tarefas e exigências na relação com alunos e pais.
 
Um outro problema revelado pelo Sindicato de Professores da Zona Norte (SPZN) prende-se com o elevado número de professores com perturbações da voz.
 
Segundo um levantamento realizado por este sindicato a 325 professores, educadores e formadores, no âmbito da campanha “Defende a Tua Voz”, 37% dos docentes apresenta uma perturbação vocal profissional, sendo que cerca de 85% nunca teve qualquer tipo de treino vocal durante o seu percurso profissional. 
 
A FNE lança ainda esta semana uma campanha de saúde que pretende alertar os profissionais da educação para o impacto do stress, dos problemas vocais e das lesões musculoesqueléticas em sessões de esclarecimento e debate durante os próximos meses em todo o país.
 
A Federação planeia ainda intervir junto do Governo no sentido de criar mecanismos de proteção destes trabalhadores, nomeadamente pressionando os governantes para aceitarem que o stress passe a ser considerado doença profissional.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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