Um terço dos portugueses tem síndrome metabólica

Estudo da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia

02 fevereiro 2010
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Um terço dos portugueses apresenta síndrome metabólica, um conjunto de factores que duplica o risco de doenças cardiovasculares e quintuplica o risco de desenvolvimento da diabetes, de acordo com um estudo divulgado no XI Congresso Português de Endocrinologia.

 

O coordenador do estudo, Luís Raposo, da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo, explicou à agência Lusa que existem várias definições da síndrome metabólica (SM) e a sua prevalência pode variar de acordo com a definição utilizada.

 

Neste estudo, que envolveu 2.355 mulheres e 1.740 homens com mais de 18 anos, representando 35 centros de saúde dos 18 distritos de Portugal Continental, foram valorizados cinco parâmetros: o perímetro da cintura, a pressão arterial (sistólica e diastólica) e os valores sanguíneos em jejum da glicose, triglicerídeos e HDL (colesterol bom).

 

A síndroma metabólica define-se pela presença de, pelo menos, três de cinco factores de risco vascular pré-definidos.

 

O estudo revelou que 32,7% da população estudada apresentou SM, sendo mais prevalente nas mulheres (27,3%) do que nos homens (24,9%). Esta prevalência é elevada quando comparada com alguns países da Europa (por exemplo, França), aproximando-se, porém, da prevalência encontrada noutros países do sul da Europa (algumas regiões de Espanha, Itália e Grécia). Em relação aos EUA, a prevalência da SM é ligeiramente superior, um dado “preocupante”, uma vez que é um país com elevada taxa de obesidade, comentou Luís Raposo.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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