Um terço dos jovens lisboetas nunca ouviu falar da Sida

Estudo publicado Universidade Católica Portuguesa e Médicos do Mundo

02 fevereiro 2015
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Um terço dos jovens lisboetas nunca ouviu falar da Sida, mas a maioria tem comportamentos de saúde adequados, revela um estudo que envolveu 113 jovens com idades compreendidas entre os nove e os 13 anos.
 

Estes são alguns dos resultados do programa de intervenção e promoção da saúde mental juvenil, “Young Health Programme (YHP) – Like ME, realizado pelo Centro de Investigação Interdisciplinar em Saúde do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Católica Portuguesa, em articulação com a Médicos do Mundo (MdM).
 

De acordo com o estudo ao qual a agência Lusa teve acesso, “os jovens têm comportamentos de saúde adequados, baixa percentagem de comportamentos de risco e ‘bullying’ enquanto agressores e uma perceção positiva da autoestima e autoconceito”.
 

A maioria destes jovens afirma já ter ouvido falar sobre a Sida ou sobre o VIH, mas 37 deles, cerca de um terço, revelaram nunca ter ouvido falar desta doença.
 

Segundo o estudo, apenas cinco dos inquiridos já tinham iniciado a vida sexual, quatro dos quais revelaram que aconteceu entre os 10 e os 11 anos, com “um, três ou quatro parceiros”.
 

No último mês, dois jovens indicaram ter tido relações sexuais com uma pessoa. Na última vez que tiveram relações sexuais, quatro destes cinco jovens não usaram preservativo ou qualquer método anticoncecional.
 

O estudo refere ainda que pouco menos de metade dos jovens foi a uma consulta de dentista, exame de rotina ou tratamento dentário nos últimos 12 meses, sendo que 11% nunca recorreu a estes profissionais de saúde.
 

Relativamente a tabaco, drogas e bebidas alcoólicas, a maioria dos jovens negou consumir.
 

Quanto à condução sob efeito do álcool, um dos jovens referiu ter conduzido 21 vezes sob esse efeito no último mês. Ao nível dos comportamentos de segurança, 73,5% nunca usaram capacete ao andar de bicicleta nos últimos 12 meses, mas 61,1% utilizaram cinto de segurança sempre que andaram de carro.
 

O estudo concluiu ainda que, no último ano, a maioria dos jovens não se sentiu triste ou sem esperança, nem pensou em magoar-se a si próprio intencionalmente. Os comportamentos de agressão para com terceiros também são raros, sendo mais frequentes contra colegas do que contra professores.
 

O estudo conclui que os jovens revelam diferentes perceções, embora de forma geral positivas: razoável competência e desempenho escolares, boas competências sociais, boa perceção da sua aparência, razoável competência atlética e comportamento.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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