Um terço das mulheres nunca despistou cancro da mama
29 outubro 2004
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 A esmagadora maioria (90 por cento) das 799 portuguesas com mais de 18 anos inquiridas num estudo sobre cancro da mama reconhece a elevada importância do diagnóstico precoce da doença, mas cerca de um terço (33, 9 por cento) afirma nunca ter realizado qualquer tipo de exame nesse sentido. A aparente contradição foi uma das conclusões de uma sondagem a mulheres portuguesas, levada a cabo pela Liga Portuguesa Contra o Cancro, pela Sociedade Portuguesa de Senologia (SPS) e pela Roche Farmacêutica e divulgada recentemente em Lisboa. A maior parte (69 por cento) das mulheres inquiridas que nunca fizeram qualquer exame de diagnóstico tem entre 18 e 44 anos de idade. Mais de metade (56, 3 por cento) das entrevistadas revela já ter feito uma mamografia, mas apenas 26,3 por cento diz ter feito apalpação da mama, uma percentagem que se mantém semelhante em todas as idades. A iniciativa de fazer um exame de diagnóstico resulta, sobretudo, de indicação médica. Aconteceu assim com metade (50,6 por cento) das inquiridas, enquanto 28 por cento tomaram sozinhas a decisão de se submeter a uma avaliação médica. Boa parte (43 por cento) só realiza o exame uma vez por ano ou com uma periodicidade superior. Do cruzamento entre a importância do diagnóstico e as medidas tomadas para concretizar essa avaliação o estudo conclui que 65 por cento das mulheres têm um comportamento atento e pró-activo. Em relação aos tratamentos da doença, os mais referidos foram a quimioterapia e a radioterapia, enquanto as terapias mais recentes, como a imunoterapia ou a cirurgia conservadora (sem amputação total da mama), são menos conhecidas. Apesar da razoável divulgação da doença, a grande maioria (76 por cento) das inquiridas afirma querer saber mais sobre o assunto, nomeadamente acerca das medidas de diagnóstico e prevenção. E o meio preferido para receber a informação é a televisão. O presidente da SPS chama a atenção para a necessidade de as mulheres fazerem o diagnóstico precoce, já que quase 75 por cento diz nunca ter feito auto-apalpação. «Ou não conhecem a sua utilidade ou têm medo de descobrir a doença», disse. A sondagem telefónica abrangeu mulheres adultas em Portugal continental e foi realizada no início de Setembro. A divulgação do estudo antecipou a semana nacional do cancro da mama, que se iniciou na semana passada. Fonte. Público

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