Um terço das crianças procura hospital por doença respiratória

Estudo feito no Hospital de Dona Estefânia

13 maio 2006
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Mais de um terço das urgências pediátricas em Lisboa deve-se a doenças respiratórias, parecendo haver coincidência entre as zonas mais poluídas da cidade e a frequência no atendimento a estas patologias, revela um estudo divulgado na semana passada.
 

 

O estudo incidiu sobre os efeitos das partículas inaláveis na cidade de Lisboa, em termos de qualidade e saúde, e usou dados relativos às doenças respiratórias diagnosticadas na urgência pediátrica do Hospital de Dona Estefânia, que abrange uma população de 344 mil dos 560 mil habitantes de Lisboa.
 

 

A investigação avaliou a procura da urgência pediátrica no Hospital de Dona Estefânia nos primeiros sete dias de cada mês (84 dias de amostragem no ano de 2004) e determinou que dos 17.242 atendimentos, 5.100 (35,5 %) foram causados por doenças respiratórias que afectam, sobretudo, a faixa etária do um aos quatro anos.
 

 

A distribuição de concentrações urbanas de partículas inaláveis (designadas por PM10) indica que estas são mais elevadas no eixo central da cidade, delimitado a Norte pela freguesia do Lumiar e a Sul pelas freguesias do Castelo e Campo de Ourique. A equipa responsável pelo estudo integrou investigadores da Universidade Nova de Lisboa e responsáveis da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo e do Centro Regional de Saúde Pública de Lisboa e Vale do Tejo.
 

 

Fonte: Lusa
 

MNI- Médicos na Internet
 

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