Um sentido de ritmo inato

A ritmicidade é algo inato, segundo estudo “musical”

04 junho 2001
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Bruno Repp dos Laboratórios Haskins em Connecticut nos EUA estudou a percepção de ritmo em voluntários. Descobriu que as pessoas conseguiam percepcionar diferenças mínimas na velocidade da batida (tempo), diferenças essas tão subtis que nem sequer são assimiladas de forma consciente.
 

 

Este investigador reproduziu trechos musicais a 8 voluntários e pediu-lhes para repetirem o batimento da música batendo com a mão.
 

 

Repp mudava ocasionalmente a velocidade do batimento sem avisar os voluntários.
 

 

As pessoas apercebiam-se conscientemente da mudança de ritmo quando as alterações eram superiores a 4%.
 

 

No entanto, quando o investigador fazia alterações no tempo de apenas 1 a 2 % os voluntários ajustavam o batimento com a mão de forma a acompanhar, mesmo sem se aperceberem conscientemente.
 

 

Repp concluiu que a informação da velocidade do batimento chegava ao cérebro dos voluntários – inconscientemente – e alcançava a parte do cérebro responsável pelo controlo do movimento ritmado sem que as pessoas se apercebessem. Afirma também que podemos perceber sons com menos de 1 milisegundo. O cientista pensa que é importante a percepção inconsciente de alterações na velocidade do som de forma a termos uma maior informação da nossa posição, equilíbrio, direcção, etc.
 

 

Repp investigou ainda a forma como se fazia esta compensação inconsciente do ritmo. Logo que a velocidade no batimento da música se alterava os voluntários notavam inconscientemente um desfasamento entre o batimento da música e o seu próprio batimento com a mão. Para compensar isto eles ajustavam a próxima batida com a mão e assim sucessivamente.
 

 

Este investigador vai agora alargar a sua investigação de forma a estudar o processo através do qual os membros de um grupo musical se sincronizam.
 

 

Helder Cunha Pereira
 

MNI – Médicos Na Internet
 

 

Fonte: New Scientist

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