Um quarto dos viciados no jogo já teve problemas profissionais e familiares

Estudo encomendado pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa

20 outubro 2009
  |  Partilhar:

Quase um quarto dos dependentes do jogo a dinheiro em Portugal já teve problemas profissionais e familiares devido ao vício, revela um estudo encomendado pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML).

 

O estudo "Dependência do jogo em Portugal", da autoria de Henrique Lopes, da Universidade Católica de Lisboa, mostra que, dos 571 dependentes do jogo a dinheiro, 24% dizem ter "problemas na carreira profissional" e "problemas familiares graves" devido ao vício.

 

A análise encomendada pela SCML teve por base 3.850 entrevistas feitas a pessoas que, durante o último ano, jogaram pelo menos uma vez. O autor desta análise, citado pela agência Lusa, estima que a representatividade do seu estudo seja de 95%. De acordo com o documento, 38% dos dependentes reconhecem a existência de problemas de saúde mental e 22% já se divorciaram devido ao jogo.

 

A pesquisa também indica que a quase totalidade dos viciados jogou mais do que tencionava, cerca de um quarto já vendeu património familiar e 18% recorreu a agiotas. A maior parte dos dependentes do jogo a dinheiro (80%) já tentou parar, mas não conseguiu, esconde o jogo da família e já foi várias vezes criticado pela forma como joga.

 

O estudo regista que a maioria dos dependentes do jogo são homens (79%), enquanto as mulheres representam 21%.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.