Um quarto dos prisioneiros tem doenças infecto-contagiosas

Dados da Direcção-Geral da Saúde

20 março 2009
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Um quarto dos detidos tinha, em 2008, doenças infecto-contagiosas, revelou à agência Lusa José Ricardo Nunes, subdirector-geral dos Serviços Prisionais.

 

Em 31 de Dezembro de 2008, existiam 2 643 reclusos com patologias infecciosas, como a tuberculose, sida e hepatite, o que corresponde a 24,8% do total da população prisional.

 

Na opinião do José Ricardo Nunes, este “é um número muito elevado, que tem vindo a baixar, mas não tão abruptamente como nós gostaríamos”, salientando ainda que este tipo de população tem “especiais carências e vulnerabilidades”, é desfavorecida, oriunda de estratos sociais e económicos baixos e com fraco acesso à prestação de cuidados de saúde.

 

A população prisional tem um maior risco de sofrer de doenças infecto-contagiosas devido aos seus hábitos de educação, mas tem também outros factores de risco, como é o caso da toxicodependência, adiantou ainda aquele responsável.

 

O facto de os estabelecimentos prisionais serem locais fechados poderá contribuir para uma maior transmissão das doenças. De forma a prevenir este tipo de situações, em 2008 foram realizados 155 projectos de prevenção que contaram com a participação de 1 600 reclusos.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

 

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