Um quarto dos portugueses sofre de perturbações psiquiátricas

Primeiro estudo epidemiológico nacional de Saúde Mental

25 março 2010
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Quase 23% dos portugueses (perto de um quarto) tiveram uma doença mental nos 12 meses anteriores ao inquérito realizado no âmbito do primeiro estudo epidemiológico nacional de Saúde Mental.

 

Os dados surpreenderam o responsável pelo documento. O psiquiatra e Coordenador Nacional das Doenças Mentais, José Caldas de Almeida, citado pela agência Lusa, salientou o facto de quase 43% dos portugueses sofreram de perturbações mentais ao longo da vida, uma prevalência que considerou “altíssima”.

 

O mesmo responsável sublinhou que 33,6% das perturbações graves não tiveram qualquer tratamento e que, das acompanhadas, 38,9% ocorreram em serviços especializados em Saúde Mental, enquanto 47,1% foram seguidas em Medicina Geral. "Estes dados têm implicações políticas. Têm de ser pensados e aprofundados", afirmou Caldas de Almeida durante a apresentação do estudo.

 

O Coordenador Nacional das Doenças Mentais admitiu que estava à espera de uma percentagem alta, mas não de 23%, um valor que coloca Portugal no primeiro lugar entre os países europeus e o aproxima dos EUA (26,4%).

 

Este estudo insere-se numa investigação de um consórcio internacional, que inclui a Organização Mundial de Saúde e a Universidade de Harvard, responsável pela realização de inquéritos semelhantes em diversos países, para comparação de resultados e desenvolvimento de um estudo genético internacional.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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