Um em cada três portugueses sofre de distúrbios mentais

Portugal ocupa o 12ºlugar da lista de 28 países analisados

29 abril 2005
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Um em cada três portugueses sofre de distúrbios mentais, seja do foro psiquiátrico ou neurológico, o que custa anualmente 6,6 mil milhões de euros em cuidados de saúde, medicamentos e absentismo no trabalho, revela um estudo europeu.
 

 

«Os custos dos distúrbios mentais na Europa», apresentado no Parlamento Europeu, em Bruxelas, foi realizado pelo Conselho Europeu das Doenças Cerebrais em 28 países europeus - os 25 comunitários mais a Islândia, Noruega e Suíça - e analisou a prevalência e o impacto económico das chamadas 12 «doenças do cérebro» mais vulgares, baseando-se em estatísticas nacionais.
 

 

As doenças analisadas dividem-se em neurocirúrgicas (tumor e traumatismo craniano), neurológicas (epilepsia, enxaqueca, esclerose múltipla, parkinson, apoplexia [derrame]) e psiquiátricas (demência, dependências [de drogas ilícitas ou álcool], distúrbios afectivos [depressões, esgotamentos], ansiedade [pânico, fobias] e distúrbios psicóticos [esquizofrenia]).
 

 

Ao nível da prevalência das doenças do foro psiquiátrico ou neurológico, Portugal ocupa o 12ºlugar da lista de 28 países analisados.
 

 

Em Portugal, o conjunto das doenças atinge 2,9 milhões de pessoas, com principal incidência nos distúrbios de ansiedade (981 portugueses entre os 18 e os 65 anos), enxaquecas (894 mil), desordens afectivas (528 mil) e dependências (196 mil). Entre as doenças analisadas que menos afectam os portugueses estão os tumores cerebrais (2.626 pessoas) e a esclerose múltipla (4.873).
 

 

Quanto aos custos das doenças, o estuda estima que, em 2004, foram gastos em Portugal 6.651 milhões de euros em cuidados hospitalares e ambulatórios, medicamentos, limitação da capacidade de trabalho, absentismo e reformas antecipadas, o que coloca o país em 13/o no «ranking» dos 28.
 

O distúrbio que ficou «mais caro» foi o relacionado com os desequilíbrios afectivos (depressões e esgotamentos), na ordem dos 1.738 milhões de euros, seguido da demência (1.083 milhões) e das dependências (881 milhões).
 

 

Fonte: Lusa
 

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