Um em cada dez técnicos da AMI sofre de Stress Pós-Traumático

Encontro de Psiquiatria de Catástrofe

20 setembro 2006
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Pelo menos um em cada dez técnicos da Assistência Médica Internacional (AMI) que participa em missões humanitárias é vítima de Stress Pós-Traumático, sendo obrigado a abandonar a equipa e regressar mais cedo por falta de preparação psicológica, segundo o presidente da AMI, Fernando Nobre, um dos oradores convidados para participar no "Encontro de Psiquiatria de Catástrofe", que começa esta quinta-feira em Coimbra. Da experiência adquirida nos últimos 26 anos em que participou em missões humanitárias realizadas pela AMI em 68 países, Fernando Nobre estima que "entre 10 a 15% dos técnicos vêem as suas missões interrompidas" por apresentarem sintomas de Stress Pós-Traumático. Fernando Nobre garante que "é dada preparação aos técnicos, antes destes partirem para uma missão", mas reconhece que "em grandes situações de emergência - como cidades bombardeadas ou genocídios - não há preparação que chegue para aguentar e que depende apenas da estrutura de cada um". Regra geral, as pessoas mais frágeis são as que acabaram de sair de um problema, como um divórcio ou a morte de um familiar, e escolhem as missões humanitárias para esquecer os seus próprios conflitos ou então pessoas que nunca estiveram confrontadas com uma situação difícil. O "sentimento de impotência e inutilidade total", provocado pela sensação de que não têm força para mudar as catástrofes que se desenrolam à sua frente, provoca traumas profundos, sendo muitas vezes necessário recorrer a apoio psicológico.Fonte: LusaMNI-Médicos Na Internet

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