Um em cada cinco doentes de clínica geral apresenta sintomas de depressão

Estimativa do psiquiatra Manuel Jara

20 outubro 2009
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Um em cada cinco doentes que procuram ajuda em medicina geral e familiar apresenta sintomas depressivos “clinicamente significativos”, revelou o psiquiatra Manuel Jara, a propósito do Dia Europeu da Depressão, que se assinalou sábado.

 

Em declarações à agência Lusa, o médico referiu que a depressão é subdiagnosticada e subtratada em todo o mundo, especialmente nos cuidados primários. “Muitas vezes o doente não se queixa bem, esconde os sintomas depressivos e tem manifestações físicas. Outras vezes, a queixa principal é somática, dores, mal-estar, fadiga”, factores que conduzem a que a doença seja subestimada pelos médicos. Há ainda actualmente, segundo o especialista, falta de médicos de família e “falta de tempo na Medicina para conversar com o doente.”

 

Mesmo pesando todos os factores enunciados, Manuel Jara considera que os doentes são devidamente tratados nos centros de saúde, uma vez que os clínicos gerais têm formação na área de saúde mental e estão sensibilizados para esta problemática.

 

A depressão é quase duas vezes mais frequente nas mulheres do que nos homens e perto de dois terços dos doentes têm pelo menos uma recorrência ao longo da vida. “O risco de recorrência aumenta à medida que o número de episódios também aumenta e diminui com o aumento do tempo em que o doente se encontra recuperado”, explica o médico.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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