Um em cada cem desenvolve trombose em voos

Novos dados acendem discussão sobre síndrome da classe económica

24 março 2004
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Um estudo feito por cientistas da Nova Zelândia sugere que uma em cada cem pessoas que fazem viagens de avião de longa distância tem probabilidade de sofrer os sintomas da trombose venosa profunda.
 

 

 

 

A trombose venosa profunda, também conhecida como «síndrome da classe económica», provoca a formação de coágulos sanguíneos potencialmente perigosos nas pernas dos passageiros ou da tripulação.
 

 

 

Ao ouvir mais de 900 voluntários, dos quais nove desenvolveram problemas de saúde ligados ao voo, a equipa de investigadores, para grande surpresa, descobriu que algumas das medidas de precaução recomendadas parecem ter tido pouco efeito.
 

 

 

 

A conclusão dos cientistas neozelandeses sugere que o risco de trombose venosa profunda não é reduzido com o uso de meias de alta pressão para melhorar a circulação nem com a ingestão de pequenas doses de aspirina para «afinar» o sangue.
 

 

 

 

A trombose venosa profunda acontece quando um coágulo sanguíneo se forma nas veias da perna por causa da má circulação resultante de o passageiro ficar muitas horas sentado na mesma posição.
 

 

 

 

Todos os voluntários do estudo fizeram viagens de pelo menos dez horas de duração e voaram, em média, 39 horas num período de seis meses.
 

 

 

 

Quatro casos de embolia pulmonar, isto é, quando um pedaço de um coágulo se separa e se desloca até o pulmão, causando complicações potencialmente fatais, foram registados entre os nove voluntários que apresentaram complicações de saúde provocadas pelas viagens de longa distância.
 

 

 

Seis dos nove voluntários que apresentaram sintomas de trombose já tinham problemas de saúde, o que os tornava mais propensos a doenças cardíacas.
 

 

 

 

Dois desses voluntários viajavam constantemente na classe executiva, derrubando o mito de que o pouco espaço da classe económica poderia contribuir para a trombose.
 

 

 

 

Segundo Richard Beasley, que conduziu o estudo, os resultados sugerem uma associação entre múltiplas viagens aéreas de longa duração e a trombose venosa, mesmo entre indivíduos que pertencem ao baixo grupo de risco.
 

 

 

 

Beasley acrescenta que as medidas profiláticas para evitar a trombose provocada por viagens aéreas precisam ser mais profundamente investigadas.
 

 

 

 

«O termo síndrome da classe económicas é agora redundante com a expressão trombose dos frequentadores de voos aéreos, considerada mais apropriada», afirmou.
 

 

 

Mas mesmo esse termo pode não ser o melhor, já que há informações que sugerem que qualquer meio de transporte, ou outra actividade, que implique estar sentado muitas horas pode conter um risco de sofrer a trombose venosa profunda.
 

 

 

 

Traduzido e adaptado por:
 

 

 

Paula Pedro Martins
 

 

 

Jornalista
 

 

 

MNI-Médicos Na Internet
 

 

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