TV e dispositivos eletrónicos afetam o sono

Estudo publicado no “BMJ Open”

11 fevereiro 2015
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Os adolescentes que passam várias horas diárias, fora do período escolar, em frente a ecrãs demoram mais tempo a adormecer e dormem menos horas, sugere um estudo norueguês.
 

O estudo de largo espetro, que envolveu quase dez mil adolescentes entre 17 e 19 anos de idade, teve em conta as horas passadas com dispositivos eletrónicos durante o dia e também durante a hora antes de ir para a cama.
 

O estudo revelou que se demorassem mais de uma hora para adormecer, apresentavam uma possibilidade de quase 50% de terem passado mais de quatro horas, fora do tempo escolar, com dispositivos eletrónicos como smartphones, computadores, TV e MP3.
 

No entanto, menos horas passadas em frente a ecrãs também mostraram exercer uma influência negativa sobre o sono dos adolescentes. Menos de duas horas por dia, fora do horário escolar, passadas com dispositivos eletrónicos estavam associadas a mais tempo para adormecer e a períodos de sono mais curtos.
 

Para a avaliar o tempo passado em frente a ecrãs, foi elaborado um questionário com questões do género: “Fora do horário escolar, quanto tempo passas durante os dias úteis da semana com o seguinte: jogos de consola, jogos de computador, leitura e redação de e-mails, conversa através da internet e uso do PC para outros propósitos”. Os adolescentes podiam responder que não passavam tempo nenhum, menos de meia hora, entre meia hora e 1 hora, 2 a 3 horas, 4 horas ou mais de 4 horas.
 

Os jovens declararam necessitar entre 8 a 9 horas de sono para sentirem que tinham descansado. No entanto, as respostas revelaram que os jovens apresentavam três vezes mais possibilidades de dormir menos de 5 horas se passassem mais de 2 horas com dispositivos eletrónicos. Esta redução no sono era 3,5 vezes maior se passassem mais de 4 horas diárias em frente a qualquer tipo de ecrã.
 

“As recomendações para a utilização saudável dos média disponibilizadas aos pais e adolescentes precisam de ser atualizadas”, comentam os autores. “Deveriam ser desenvolvidas diretrizes específicas para cada idade relativamente ao tempo de utilização dos equipamentos eletrónicos”.
 

Os autores adiantam ainda que “as recomendações atuais são de não haver uma televisão no quarto. No entanto, parece que há outros dispositivos eletrónicos que exercem o mesmo efeito negativo sobre o sono, tais como os computadores e os telemóveis. Os resultados confirmam as recomendações de restringir o uso dos equipamentos eletrónicos em geral”.
 

Os autores concluem que os adolescentes com problemas de sono podem ser tratados através dos mesmos dispositivos que provocam a redução do sono, considerando que já foi provado que as intervenções baseadas na internet são eficazes.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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