Tumores oculares: tratamento em Coimbra termina com deslocações

Declarações do diretor da unidade

06 julho 2016
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As deslocações dos pacientes com tumores oculares ao estrangeiro terminaram após a criação do Centro de Tratamento de Tumores Oculares do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra.
 

"Ganhámos em experiência, mas fundamentalmente ganhou o país, porque, em determinadas áreas, praticamente ninguém vai ao estrangeiro fazer tratamento de melanoma ou de retinoblastoma (tumor de crianças jovens)", referiu à agência Lusa o diretor da unidade, Joaquim Murta.
 

Após a criação do centro, há três anos, já se realizaram 53 tratamentos de melanomas oculares e 10 de retinoblastomas, cujo tratamento só teve início em 2015, além do respetivo acompanhamento dos doentes. Foram evitadas deslocações à Suíça ou a Inglaterra, países que habitualmente tratavam estas patologias.
 

"Havia muitos doentes que estavam a ser seguidos lá fora e não há necessidade disso, desde que nós saibamos o ponto de situação de tratamento do doente", disse Joaquim Murta.
 

O professor catedrático refere ainda que apenas são realizadas deslocações ao estrangeiro em situações muito específicas, como no caso de tumores muito próximos do nervo ótico e que é necessário recorrer ao acelerador de protões, que não existe em Portugal.
 

Joaquim Murta frisou que "não há doente nenhum, a não ser no caso de necessitar do acelerador de protões, que tenha justificação para ir ao estrangeiro".
 

"Temos todas as condições para dar resposta, com os meios e equipas montadas e experientes", disse o especialista. Joaquim Murta destacou ainda as parcerias de colaboração técnica e científica com universidades europeias, americanas e canadianas, que permitem uma "discussão antes de se realizar tratamentos mais discutíveis".
 

O diretor do Centro de Tratamento de Tumores Oculares do CHUC lamentou, no entanto, que desde 2013 até hoje não tenha existido ainda uma compensação financeira para os profissionais de saúde da unidade, que têm "uma disponibilidade total".
 

Para Joaquim Murta, um grande desafio para o setor era a aquisição de um centro de acelerador de protões, que é um equipamento multidisciplinar, "transversal a toda a oncologia".
 

O Centro de Tratamento de Tumores do CHUC foi considerado o único centro de referência onco-oftalmológica português.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

 

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