Tumores benignos podem ser um aviso

Mulheres com nódulos na mama correm maiores riscos

24 julho 2005
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Um estudo que envolveu o acompanhamento, durante 15 anos (entre 1967 e 1991), de cerca de 9.000 mulheres com tumores benignos na mama, concluiu que a idade, a existência de outros casos na família e o aspecto microscópico do nódulo são os principais factores que influenciam o risco de desenvolver, nos anos seguintes, um cancro deste tipo. Ao longo da vida, as mulheres a quem são diagnosticados nódulos benignos na mama têm um risco maior de vir a desenvolver posteriormente um cancro maligno. Apesar de ainda não estar definida a probabilidade de isto acontecer, ou quais os casos que devem ser seguidos de forma especial, os Investigadores da Clínica Mayo no Minnesota (EUA) publicaram recentemente esta conclusão na revista ''The New England Journal of Medicine''. Neste estudo conclui-se que as mulheres com tumores benignos diagnosticados têm uma probabilidade 25% superior de vir a desenvolver uma doença maligna, que o resto da amostra analisada. No entanto, não se pode generalizar esta conclusão na hora de estabelecer o risco de cancro da mama nestas pacientes. Existem à partida factores a ter em conta para definir este risco, nomeadamente, o resultado da biopsia, a idade e a história familiar. Só depois de analisar estes factores é que se poderá aconselhar convenientemente uma mulher a quem seja diagnosticada uma doença benigna na mama. Mesmo que a biopsia efectuada conclua que uma mulher tenha um nódulo benigno, as características microscópicas do nódulo, que pode ser descrito como proliferativo ou com características atípicas, juntamente com a existência de antecedentes familiares, mais ou menos próximos, com tumores na mama, influenciam muito o risco de cancro. Felizmente, a maior parte das mulheres analisadas neste estudo, mais precisamente 52%, não tinham na sua história familiar casos de neoplasia ou tumores proliferativos ou de características atípicas, e nestes casos o risco nestas mulheres não é maior, o que influencia directamente a planificação do acompanhamento por parte da equipa médica e da própria paciente. Os autores deste estudo concluem que é muito importante não alarmar as pacientes desnecessariamente e adaptar o seguimento médico ao risco real de cada caso. Fonte: El Mundo

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