Tumor congelado pode ser esperança para cancro hepático

Especialista espanhol explica as terapias de congelação

19 outubro 2004
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  Dentro de dez anos, os doentes com cancro hepático poderão viver com os tumores congelados dentro do seu próprio fígado. Quem o afirma é o especialista espanhol em oncologia hepática Fernando Vidal-Vanaclocha. «São terapias de congelação que agora estão em fase de pesquisa que vão prolongar a vida. Será o mesmo que acontece hoje com os pacientes hipertensos que tomam um comprimido diário», explicou à Reuters o especialista, professor na Universidade da região do País Basco. Segundo Vidal-Vanaclocha, tanto o cancro no fígado, que é pouco frequente, como o desenvolvido da doença por metástases, que é o  mais habitual, têm na actualidade um prognóstico muito mau porque, apesar da possibilidade de transplantes ou de tratamentos com quimioterapia, os pacientes tem apenas de três a quatro anos de vida. A incidência destas patologias é considerada elevada, já que são apresentados cerca de 150 mil casos novos ao ano nos Estados Unidos e cerca de 12 mil em Espanha. Vidal-Vanaclocha explicou que dentro de dez anos será possível o congelamento de tumores já instalados no fígado, assim como a prevenção química da criação de metástase hepática em pacientes com cancros avançados em outros órgãos. Reconheceu, contudo, que os processos de pesquisa para os novos tratamentos são muito longos, já que se trabalha com rigor científico, e admitiu que serão necessários pelo menos cinco anos para saber se esses fármacos podem ter êxito. Sobre a possibilidade de aplicar o tratamento genético nestes casos, Vidal-Vanaclocha declarou que toda a informação derivada da descodificação do genoma humano «está muito longe de vencer» os cancros hepáticos e «ainda levará anos em dar resultados». Na sua opinião, neste processo «avançar-se-ia mais se os governantes decidissem destinar mais dinheiro à investigação biomédica». Vidal-Vanaclocha dirige o XII Simpósio Internacional de Doenças Hepáticas que reuniu em Bilbao mais de 200 especialistas de todo o mundo que trabalham na investigação sobre as diversas patologias do fígado. Traduzido e adaptado por:Paula Pedro MartinsJornalistaMNI-Médicos Na Internet

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