Tumor: como altera ambiente circundante?

Estudo publicado na revista “Cancer Cell”

09 julho 2014
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Investigadores americanos descobriram que a perda de uma proteína denominada p62 nas células e tecidos que rodeiam o tumor pode aumentar o crescimento e a progressão do tumor. O estudo publicado na revista “Cancer Cell” sugere que as terapias que tenham por alvo o microambiente do tumor podem ser tão importantes quanto aquelas direcionadas ao tumor.
 

O estudo levado a cabo pelos investigadores do Instituto de Investigação Médica Sanford Burnham, nos EUA, contribui para o crescente reconhecimento de que as células e tecidos que rodeiam o tumor, o chamado estroma, são parte integrante do desenvolvimento, crescimento e progressão do cancro.
 

“O nosso estudo revela o mecanismo preciso que as células do estroma utilizam para encorajar a tumorigénese das células cancerígenas epiteliais”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Jorge Moscat.
 

O estudo demonstrou que no estroma, o p62 atua como supressor tumoral anti-inflamatório, controlando o ambiente inflamatório e os sinais que promovem o cancro. Na sua ausência, o tumor fica maior e há também um risco mais elevado de formação de metástases.
 

A equipa de investigadores, liderada por Jorge Moscat, já tinha previamente demonstrado que a ativação do p62 no cancro da próstata e nas células epiteliais do cancro do pulmão tinha efeitos promotores do tumor. Neste estudo os investigadores estudaram agora os efeitos do p62 no tecido adjacente ao tumor, tendo descoberto que tinha efeitos contrários.
 

De acordo com os investigadores, estas observações são muito importantes uma vez que a p62 ativa outra proteína denominada por mTOR, a qual é um dos alvos biológicos de muitos do ensaio clínicos que estão em curso atualmente.
 

“Potencialmente, isto significa que as estratégias que tenham por alvo a depleção da p62 e a inibição da mTOR nas células que rodeiam o tumor podem de facto beneficiar o desenvolvimento tumoral, na medida em que as atividades supressoras do tumor ficam desativadas. Estes achados também podem ajudar explicar por que motivo as terapias que tenham por alvo a mTOR têm demonstrado uma eficácia clínica limitada”, conclui, uma das coautoras do estudo, María Díaz-Meco.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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