Tumor cerebral: proteína envolvida na agressividade descoberta

Estudo publicado no "Human Molecular Genetics"

09 abril 2013
  |  Partilhar:

Investigadores da Universidade do Minho e do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge identificaram uma proteína que ajuda a diminuir a agressividade dos tumores cerebrais, aumentando consequentemente o tempo de vida dos doentes.
 

De acordo com o comunicado emitido pela Universidade do Minho, ao qual a agência Lusa teve acesso, a investigação demonstrou que os tumores cerebrais nos quais a expressão da proteína WNK2 estava reprimida apresentavam uma maior agressividade. A próxima etapa será tentar aumentar o nível daquela proteína, para poder prolongar o tempo de vida dos doentes com este tipo de tumor.
 

Neste estudo os investigadores focaram-se no glioblastoma, um dos tumores mais frequentes e agressivos do sistema nervoso central, cuja sobrevivência humana é, em média, de apenas 14 meses.
 

Os responsáveis pelo estudo verificaram que a ausência da proteína WNK2 "tornava as células tumorais mais invasivas, isto é, são mais rápidas a multiplicar-se e a invadir os tecidos adjacentes".
 

"Nos ensaios in vivo e in vitro conseguimos manipular os níveis da WNK2 nas células. Quando a silenciámos, o crescimento e a invasão das células tumorais foi consideravelmente maior, mas quando foi reintroduzida nas células tumorais estas características foram suprimidas", explicaram os investigadores.
 

Para os investigadores, estes dados validam os processos celulares regulados pelo gene WNK2 como possível alvo terapêutico para enfraquecer os tumores cerebrais, em particular os gliomas.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.