Tumor cerebral: identificada proteína envolvida na sua progressão

Estudo publicado na “Nature Medicine”

23 fevereiro 2012
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Cientistas espanhóis descobriram uma proteína que está envolvida no desenvolvimento do tumor cerebral, a qual pode ser um novo e promissor alvo terapêutico, dá conta um estudo publicado na “Nature Medicine”.

 

Após vários anos a estudar as bases moleculares do glioblastoma, o tumor cerebral mais comum e um dos mais agressivos, os investigadores da Vall d'Hebron Institut d'Oncologia, em Espanha, constataram que a proteína USP15 promove a progressão do tumor através da ativação da via de sinalização do TGFβ, uma proteína que está envolvida na proliferação celular.

 

O TGFβ é um potente imunossupressor permitindo assim que as células tumorais escapem às defesas do sistema imunitário. Esta proteína atua também como um fator angiogénico induzindo a formação de vasos sanguíneos, sem os quais o tumor não consegue proliferar, promove a invasão das células tumorais, ativa as células estaminais cancerígenas, e em alguns tumores, induz o processo de metástase.

 

A equipa de investigação, liderada por Joan Seoane, verificou que a amplificação do gene que codifica a enzima USP15 induz a ativação anormal do TGFβ. A USP15 controla e corrige a atividade da TGFβ da mesma forma que um termóstato regula a temperatura. Se a atividade do TGFβ se encontrar elevada, a USP15 induz a sua redução, se por contrário a atividade do TGFβ se encontrar baixa, a enzima a aumenta a sua atividade. Assim, a USP15 controla a atividade ótima do TGFβ.

 

No entanto, em alguns tumores, o gene USP15 é amplificado devido à ocorrência de mutações e a enzima é sobre produzida. Nestes casos, o “termóstato” deixa de funcionar e há uma sobre ativação da via do TGFβ. De notar que este fenómeno não ocorre só nos gliobastomas, dado que estudos anteriores já verificaram que o gene USP15 estava ativado noutros tipos de cancro, nomeadamente no da mama e ovário.

 

Joan Seoane, explicou, em comunicado enviado à imprensa que, “as enzimas em geral, podem ser facilmente desativadas e portanto são bons alvos terapêuticos”. Acrescentando que, “os resultados do estudo poderão ajudar a melhorar o tratamento dos pacientes com cancro.”

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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