Tuberculose: risco está a descer na região Norte

Estudo da Administração Regional de Saúde do Norte

29 março 2016
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O risco de tuberculose na região Norte tem diminuído de forma sustentada, atingindo predominantemente os concelhos do Litoral, dá conta um estudo da Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte.
 
“O risco de contrair tuberculose na região Norte tem vindo a descer de forma sustentada, a um ritmo de cerca de 5,3% ao ano", uma descida superior à observada em Portugal, nomeadamente a que ocorreu entre 2013 e 2014 e que se situou em 5%, refere o relatório da ARS ao qual a agência Lusa teve acesso.
 
O estudo “A Tuberculose na Região de Saúde do Norte – 2014" concluiu que a doença “está mais concentrada no Litoral, em alguns concelhos do Grande Porto e da sub-região do Tâmega”.
 
O risco de contrair tuberculose concentra-se na população residente em Barcelos, Esposende, Póvoa de Varzim, Vila do Conde, Matosinhos, Porto, Maia, Valongo, Gondomar, Penafiel e Marco de Canaveses.
 
O estudo constatou que, em termos demográficos, a doença continua a assumir uma maior magnitude nos indivíduos do sexo masculino, mas atinge as mulheres em idades mais jovens. O risco de contrair tuberculose é mais elevado nos grupos etários com mais de 74 anos de idade.
 
Relativamente ao tratamento, o sucesso terapêutico dos casos de tuberculose pulmonar diagnosticados rondou os 84,6%, em 2013, e 81,3%, em 2014.
 
O estudo indica que, em termos de fatores de risco, o número de casos de tuberculose em indivíduos que consomem drogas por via intravenosa "tem vindo a descer de forma muito evidente nos últimos anos", passando de 195 casos, em 2000, para 28 casos, em 2014.
 
Os dados relativos aos internamentos hospitalares de doentes com tuberculose revelam que estes “têm vindo a descer a um ritmo superior ao observado para o total de casos de doença registados na comunidade, tendo atingido em 2014 um valor mais baixo do que seria expectável, quando comparado com o ano precedente”.
 
“Em resumo, a evolução da tuberculose na Região de Saúde do Norte tem sido, nos últimos anos, consistentemente favorável”, conclui o relatório que acrescenta, contudo, a necessidade de uma “atenção redobrada sobre os fatores que explicam que os doentes interrompam o tratamento ou morram no seu decurso”.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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