Tuberculose: Internamento complusivo não é eticamente aceitável

Posição defendida pelo bastonário da Ordem dos Médicos

12 abril 2004
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O bastonário da Ordem dos Médicos considera «muito pouco aceitável do ponto de vista ético» alterar a legislação para que seja possível o internamento compulsivo dos doentes com tuberculose, como defende um grupo de profissionais de saúde.Segundo esta fim-de-semana o semanário Expresso, um grupo de 60 profissionais de saúde vai apresentar esta semana à Assembleia da República uma exposição solicitando uma alteração à Constituição de forma a ser possível o internamento compulsivo de doentes com tuberculose que não cumpram os tratamentos. Contactado pela Agência Lusa, o bastonário Germano de Sousa disse entender a «boa intenção» do projecto, mas alertou para os problemas éticos que a medida envolve.«Apesar das boas intenções é pouco aceitável do ponto de vista ético», afirmou o Bastonário da Ordem dos Médicos, explicando que no limiar criar-se-iam uma «espécie de campos de concentração» onde as pessoas seriam internadas, não podendo sair.Segundo Germano de Sousa, os toxicodependentes transformam- se em grandes fontes e transmissores da doença, sendo «um perigo para a população em geral».Fonte: Lusa

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