Tuberculose: exame de sangue identifica infectados recentes

Um novo exame para identificar pessoas recentemente infectadas com tuberculose pode ajudar a controlar esta doença contagiosa

28 junho 2001
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Investigadores do Departamento de Medicina Clínica Nuffield da Universidade de Oxford, revelaram, na semana passada, que um novo exame de sangue, desenvolvido pela equipa, é mais simples e fornece resultados mais rápidos com menor taxa de falsos positivos do que o actual exame de pele desenvolvido há cem anos.
 

 

 

"Os resultados indicam que esse exame é mais preciso do que o exame de pele", afirmou Ajit Lalvani, uma especialista em doenças infecciosas da universidade.
 

 

 

Lalvani adiantou ainda que o novo método poderá ser mais útil nos países de baixa prevalência da e onde a estratégia principal para controlar a tuberculose é a identificação e tratamento das pessoas infectadas sem sintomas, antes que desenvolvam a sua forma activa e iniciem o processo de contaminação. "Essa estratégia de controlo nos países desenvolvidos, onde a doença tem uma baixa prevalência, depende da identificação precisa das pessoas sem sintomas que adquiriram a infecção por contacto com um outro doente infectado com tuberculose", explicou.
 

 

 

A tuberculose tem vindo a diminuir em muitos dos países desenvolvidos desde 1970, mas continua a alastrar entre os mais pobres. E, segundo o investigador, "o problema é que o actual exame para detecção da tuberculose nos seus estágios iniciais não é eficiente".
 

 

 

Os métodos de controlo precários, a epidemia do HIV e o desenvolvimento de micróbios resistentes têm permitido a proliferação da doença, que mata por ano mais de dois milhões de pessoas em todo o mundo. Por isso, urge a necessidade de “estancar” a doença. Lalvani informou que este novo método de detecção vai começar a ser testado, em breve, na Índia, África do Sul, Zimbabwe e Zâmbia, para determinar o grau de eficácia no controlo da tuberculose nos países sub-desenvolvimento, onde a doença atinge proporções “assustadoras”.
 

 

 

Um dos objectivos destas experiências é saber se o novo exame consegue detectar a doença infecciosa também nas crianças, adianta o investigadora no estudo publicado, a semana passada, na revista The Lancet.
 

 

 

O teste ao sangue foi efectuado em 50 pessoas com vários graus de exposição à doença e os resultados indicaram que o novo método identifica melhor os casos de pessoas infectadas, mas que não apresentam sintomas da doença.
 

 

Adaptado por: Paula Pedro Martins
 

 

 

MNI - Médicos Na Internet
 

 

 

Fonte: The Lancet
 

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