Tuberculose e o papel de um tipo específico de células imunitárias

Estudo pulicado na revista “PLOS Pathogens”

08 janeiro 2014
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Apesar da maioria das pessoas saudáveis conseguir se defender contra a tuberculose, elas necessitam que todos os intervenientes do seu sistema imunológico funcionem concertadamente. Investigadores americanos dão agora conta como uma classe específica das células do sistema imunológico, denominadas por “células T assassinas naturais invariáveis” (iNKT, sigla em inglês), dão o seu contributo, revela um estudo publicado na revista “PLOS Pathogens”.

 

Os investigadores da Universidade de Massachusetts, nos EUA, já tinham constatado que quando as iNKT se deparavam com as células alvo do Mycobacterium tuberculosis(M. tuberculosis), os macrófagos, impediam a bactéria de crescer e de se multiplicar.

 

Através de experiências realizadas em cultura de células e em ratinhos, os investigadores, liderados por Samuel Behar, verificaram neste estudo que quando as células iNKT se confrontavam com os macrófagos infetados respondiam de duas formas diferentes. Por um lado produziam e libertavam um dos principais ativadores do sistema imunológico, o interferão gama. Contudo, quando a ação desta proteína foi bloqueada, os investigadores verificaram que o crescimento do M. tuberculosis continuava a ser inibido dentro dos macrófagos.

 

Após a realização de algumas experiências, os investigadores descobriram que o controlo do crescimento da bactéria dependia da produção de um fator solúvel, o GM-CSF, produzido pelas células iNKT. Após o bloqueio deste fator, foi verificado que as células já não conseguiam restringir o crescimento desta micobactéria. Foi ainda constatado que o GM-CSF era por si só suficiente para inibir o crescimento do M. tuberculosis.

 

Estes resultados são muito entusiasmantes na medida em que associam as células iNKT ao GM-CSF e identificam uma nova via de controlar o M. tuberculosis através do sistema imunológico.

 

“Perceber como as células iNKT contribuem para o controlo e eliminação do M. tuberculosis e ter descoberto que o GM-CSF tem uma função essencial, poderá conduzir ao desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas que fortaleçam a sua atividade e a resposta do sistema imunológica durante a infeção”, concluíram os investigadores.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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