Tuberculose continua a baixar incidência em Portugal

Dados do Ministério da Saúde

11 agosto 2011
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A taxa de incidência da tuberculose em 2010 foi de 22,9 casos por cem mil habitantes, tendo baixado 8,5% relativamente ao ano anterior, segundo um documento disponibilizado no portal da Saúde, sítio da internet do Ministério da Saúde, que aponta a confirmação da tendência para a “descida consistente” de 6,3% ao ano nos últimos dez anos.

 

Com estes valores, Portugal aproxima-se dos países considerados de “baixa incidência”, classificação que é obtida quando a incidência da tuberculose é inferior a 20 casos por cem mil habitantes.

 

Quanto à distribuição geográfica da doença, verificam-se assimetrias acentuadas, embora não haja nenhum distrito com “alta incidência”. A maioria do território continental e as regiões autónomas estão já classificadas como “regiões de baixa incidência”, sendo os distritos de Lisboa e Porto os que têm maior incidência, com, respectivamente, 33,2 e 31,3 novos casos em cada cem mil habitantes, revela o mesmo documento, citado pela agência Lusa.

 

O Ministério da Saúde revela também que foram revistos os principais factores demográficos que definem o perfil da epidemia num país: a proporção de casos em imigrantes e em pessoas com infecção VIH. Na população imigrante, a proporção de casos é agora de 16%, o que corresponde a um aumento significativo relativamente aos últimos cinco anos. A proporção de casos em pessoas com infecção VIH (vírus causador da sida), que tem sido a maior da União Europeia, tem vindo a diminuir, até 11,5% em 2010.

 

No que respeita aos resultados do tratamento, os dados revelam que a taxa de sucesso terapêutico ao fim de 12 meses após o diagnóstico foi de 83%, um número que fica muito aquém do registado em anos anteriores. Contudo, não chegou ainda para alcançar a meta proposta pela Organização Mundial de Saúde de 85%.

 

A proporção de casos de tuberculose multirresistente foi de 1,6% do total, e entre estes a proporção de casos de tuberculose extensivamente resistente foi de 10%. “Ainda que seja uma proporção baixa no país em geral, este fenómeno constitui a prioridade máxima do Programa Nacional de Luta contra a Tuberculose, particularmente porque apresenta carácter endémico na Área Metropolitana de Lisboa”, alerta o Ministério da Saúde.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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