Triplica número de angioplastias

Dados da Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular

17 fevereiro 2016
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Em mais de uma década o número de angioplastias primárias realizadas em Portugal triplicou, atingindo agora valores que estão dentro da média europeia para este tipo de tratamento.


De acordo com os dados da Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC), e aos quais a agência Lusa teve acesso, em 2012 realizaram-se 106 angioplastias por milhão de habitantes, passando para 299, em 2011, e para 353, no ano 2014, último com dados disponíveis.


A angioplastia primária tem como objetivo reabrir as artérias que estão obstruídas e restaurar a circulação sanguínea no coração. É considerado pelos especialistas como fundamental que este procedimento seja realizado o mais cedo possível, idealmente até 90 minutos após o início de sintomas.


“Portugal dispõe atualmente de uma rede de hospitais com unidades de hemodinâmica que asseguram a realização das angioplastias. Esta rede na área da cardiologia de intervenção tem sido fundamental para o crescimento do número de angioplastias”, referiu a Associação de Intervenção Cardiovascular em comunicado.


No entanto, a importância da intervenção precoce fica por vezes comprometida porque as vítimas de enfarte agudo do miocárdio ainda desvalorizam os sinais e sintomas da doença.


De acordo com dados recolhidos através de inquéritos realizados nas unidades de hemodinâmica em Portugal, 59% dos doentes com enfarte não liga para o 112 e 44% desses doentes dirige-se pelos próprios meios para hospitais que não têm condições para realizar angioplastias primárias.


A dor no peito é o sintoma mais comum no enfarte agudo do miocárdio e também pode ocorrer noutras partes do corpo (braço esquerdo, pescoço ou queixo) e é acompanhada de falta de ar, náuseas vómitos, batimentos cardíacos irregulares, suores, ansiedade e sensação de morte iminente.


Perante uma suspeita de enfarte, os especialistas da APIC referem que ligar para o 112 continua a ser a atitude mais adequada, para não atrasar o socorro nem comprometer o tratamento mais adequado.


“Muitos dos doentes têm uma ideia ‘cinematográfica’ do enfarte, com dor extrema, perda de consciência, suor acentuado. E se é certo que estes são alguns dos sintomas, estes podem não se manifestar de forma exuberante, pelo que importa que os doentes não os desvalorizem e não tenham receio em pedir ajuda se suspeitam estar a sofrer de um enfarte”, referiu, em comunicado, o cardiologista Hélder Pereira, da APIC.


ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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