Tripas à moda do Porto têm menos calorias que fast-food

Estudo da Universidade do Porto

27 maio 2016
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Cem gramas de tripas à moda do Porto têm menos quilocalorias do que um menu de fast-food com hambúrguer e uma dose média de batatas fritas, revela um estudo da Universidade do Porto.
 

Cada 100 gramas de tripas à moda do Porto tem 234 quilocalorias, o que significa que se forem ingeridas 300 gramas vamos acabar a refeição com uma porção de cerca de 700 quilocalorias, o que é um resultado “muito animador”, referiu à agência Lusa o diretor da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto (FCNAUP).
 

O estudo apurou que as quilocalorias do prato de tripas estudado (com orelheira, mão de vaca, salpicão magro, cenoura, cominhos, feijão e pimenta) com 300 gramas são de facto mais baixas, do que uma refeição de hambúrguer e uma dose de batatas fritas média, com 850 quilocalorias.
 

A propósito da conferência “Redescobrir a Alimentação Tradicional Portuguesa”, que se vai realizar no próximo domingo, dia 29, no Porto, no âmbito do Dia Nacional da Gastronomia, Pedro Moreira, explicou que as tripas à moda do Porto, com 600 anos de existência, são o “paradigma da tradição gastronómica no Porto”, tanto pelo valor nutricional, como pela sua dimensão histórica e afetiva.
 

“Comer não pode ser só um somatório de nutrientes. Comer tem uma dimensão nutricional, mas tem também o seu lado mais afetivo, tradicional e histórico como é o caso das tripas à moda do Porto”, disse o investigador, referindo que depois de traçado, em análise laboratorial, o “bilhete de identidade” daquele prato portuense, justifica-se que seja referido para celebrar o Dia Nacional da Gastronomia, uma data que reconhece “a importância da preservação e da valorização do património gastronómico português”.
 

No âmbito do Dia Nacional da Gastronomia, a FCNAUP pretende também valorizar a “gastronomia rústica” e as tradições alimentares locais, designadamente o azeite, vinhos, frutas e produtos locais, e, por outro lado, contrariar a “superabundância de alimentos ultra processados e ricos em açúcar, sal e gordura”.
 

“Na gastronomia nacional existem autênticos tratados de combinações alimentares saudáveis, especialmente quando estas propostas são consideradas no conjunto da refeição, em que há que contar com a sopa e a sobremesa, para além do prato principal”, disse Pedro Moreira, alertando que se deve fritar o menos possível os alimentos, porque “fritar muito poderá aumentar o risco de ganho de peso e de hipertensão” e pode também “agravar o envelhecimento”.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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