Tripanosomiasis humana africana ameaça um quarto da população angolana

Apenas duas equipas acompanham a doença no país

18 setembro 2005
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Um quarto da população angolana está em risco de contrair "tripanosomiasis humana africana", também conhecida como a "doença do sono", informaram fontes oficiais.
 

 

O principal dirigente angolano na luta contra a doença, Josinando Tiófilo, disse às agências internacionais que esta doença, transmitida pela mosca "tsé-tsé", afecta sete das dezoito províncias do país, incluindo o distrito da capital, Luanda, e 2% da população.
 

 

A cada ano, os dois centros angolanos especializados nesta doença recebem vinte mil pacientes para serem tratados. O mesmo responsável acrescentou, no entanto, que em Angola só trabalham duas equipas para o acompanhamento desta doença, nas regiões de Ambriz e em Mbanza Kongo.
 

 

O médico ainda declarou que, embora exista vontade política no país para combatê-la, os fundos são insuficientes, ou seja, cerca de um milhão de dólares anuais.
 

 

A cada ano, a "doença do sono" afecta meio milhão de pessoas na África subsaariana. Cerca de 66 mil morrem anualmente por falta de tratamento, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Angola, Sudão e a República Democrática do Congo são os países com maior incidência desta doença.
 

 

MNI-Médicos Na Internet
 

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