Trinta por cento das portuguesas sofrem de incontinência urinária

Dados da uroginecologista Teresa Mascarenhas

26 maio 2011
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Cerca de 30% das mulheres portuguesas sofrem de incontinência urinária e 50% das que tiveram parto vaginal têm algum grau de prolapso genital (descida das paredes vaginais e do útero). Em declarações à agência Lusa, a uroginecologista Teresa Mascarenhas acrescentou que “quase 12% das mulheres são submetidas, em qualquer fase da sua vida, a uma cirurgia uroginecológica”.

 

A disfunção do pavimento pélvico, a incontinência urinária feminina e o prolapso genital são alguns dos temas em análise nesta reunião que já conta com mais de dois mil médicos inscritos, de 72 países.

 

De acordo com a especialista, que é chefe de serviço do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia, directora da Unidade de Uroginecologia do Hospital de S. João e professora da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, a gravidez e o parto continuam a ser os principais factores de risco das disfunções do pavimento pélvico. “A maior parte das mulheres recupera destes problemas, mas num trabalho realizado demonstrei que partíamos de mulheres que eram zero por cento incontinentes antes da primeira gravidez para mais de 50% após o parto. A maior parte recuperou, mas 20% ficaram com incontinência urinária”, acrescentou, reforçando, no entanto, que estas situações são cada vez mais prevenidas e tratadas precocemente ou com recurso a uma cirurgia simples.

 

Num estudo realizado no Hospital de S. João, no Porto, constatou-se que somente 14% das mulheres com problemas de incontinência urinária procuraram ajuda médica.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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