Trinta e seis por cento dos portugueses morrem de doenças cardiovasculares

Dados da Sociedade Portuguesa de Cardiologia

12 julho 2009
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A principal causa de morte em Portugal continua a ser as doenças cardiovasculares, revela a Sociedade Portuguesa de Cardiologia.

 

"Apesar de a resposta ter melhorado graças a melhores terapias médico-cirúrgicas e à rapidez com que as pessoas são auxiliadas, os estilos de vida dos portugueses, a par do envelhecimento da população, continuam, lamentavelmente, a contribuir para que os números globais [de mortalidade por doenças do coração] não tenham diminuído", revelou à agência Lusa o presidente da Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC), Manuel Antunes.

 

Manuel Antunes adianta que as doenças cardiovasculares continuam a ser "responsáveis por cerca de 36% de todos os óbitos ocorridos anualmente no país".

 

Todos os anos acontecem "cerca de 10 mil enfartes agudos do miocárdio" (EAM), cujas causas estão "directamente relacionadas com todos os factores de risco que contribuem para o envelhecimento das artérias, como é o caso dos maus hábitos alimentares, o tabagismo e o sedentarismo", divulga a SPC.

 

"Houve progressos significativos, mas a incidência do enfarte agudo do miocárdio não mudou. O que mudou foi a resposta e os meios disponíveis", revelou Manuel Antunes, relembrando que há trinta anos a taxa de mortalidade hospitalar era cerca de 30%", sendo que hoje "oscila entre os 5 e os 10%".

 

Na opinião do presidente da Sociedade Portuguesa de Cardiologia, esta mudança só foi possível devido "ao melhor conhecimento da doença, mudança de métodos e à rapidez com que as pessoas são auxiliadas, hoje em dia, no local ou em ambulâncias medicalizadas".

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A

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