Tribunal vai deixar bebé morrer

Segundo caso em apenas um mês

26 outubro 2004
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  Um tribunal britânico autorizou na semana passada os médicos que assistem um bebé de nove meses, doente terminal, a não fazerem reanimação com ventilação artificial, caso o seu estado se agrave. Contudo, o pequeno Luke Winston-Jones poderá receber uma massagem cardíaca - se for necessária para aliviar a dor.O bebé sofre da síndroma de Edwards, também conhecida como Trissomia 18, que se caracteriza pela presença de um cromossoma adicional no par 18. Os sintomas são, entre outros, crescimento lento, punhos fechados, atraso mental, crânio em forma de morango, mau funcionamento renal ou malformações cardíacas.Este é o segundo caso do género no Reino Unido, só neste mês, depois de, no dia 7, o Supremo Tribunal ter autorizado os médicos a deixarem morrer Charlotte Wyatt, de 11 meses, se o seu estado de saúde piorasse e deixasse de respirar.A mãe do bebé, Ruth Winston-Jones, de 35 anos, aceitou, na quinta- feira, perante o tribunal que o seu filho é um doente terminal e que acabará por morrer, mas insistiu em que não se deveria deixá-lo morrer sem lutar. Concordou também que a vida do seu bebé será curta e que não quer que sofra. Butler-Sloss, juíza do Tribunal de Família, considerou a posição da mãe no seu veredicto, que se baseia no precedente aberto pelo caso Wyatt, no mesmo tribunal, alguns dias antes. Neste caso, os juízes autorizaram o hospital de Portsmouth (sudeste de Inglaterra) a não reanimar a pequena Charlotte Wyatt, caso piore e deixe de respirar, como já aconteceu em três ocasiões. Os pais de Charlotte opuseram-se à posição dos médicos.Fonte: Diário de Notícias

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