Três cientistas portuguesas são premiadas

Prémio contribui e incentiva a investigação

27 janeiro 2012
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Estudos sobre um novo tratamento para o cancro da mama, a suscetibilidade ao pneumotórax espontâneo primário e a incapacidade causada pela esclerose múltipla foram distinguidos este ano pelo Prémio L´Oreal Mulheres na Ciência.

 

As cientistas contempladas consideram a distinção um contributo importante para o desenvolvimento dos seus trabalhos, um reconhecimento e um incentivo para continuar a investigar como disseram à agência Lusa.

 

Ana Barbas, investigadora do Instituto de Biologia Experimental e Tecnológica, pretende encontrar uma forma de impedir o crescimento dos tumores no caso do cancro da mama.

 

"Todas as células comunicam entre si e existem algumas vias, alguns caminhos de sinalização de proteínas, de genes que já se conhecem, que quando não funcionam bem, quando estão desreguladas podem levar ao aparecimento de diversos tipos de doenças, diversos tipos de cancros", revelou a cientista.

 

O seu trabalho foca uma dessas vias, chamada de via de sinalização de Notch, e que pode estar envolvida no cancro da mama.

 

Por outro lado, Inês Sousa, do Instituto de Medicina Molecular, Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, está a identificar "as variantes genéticas de suscetibilidade e recorrência da doença pulmonar rara que é o pneumotórax espontâneo primário" que ocorre com elevadas taxas de recorrência.

 

Esta doença pouco conhecida "afeta essencialmente indivíduos do sexo masculino, jovens, dos 18 aos 35 anos, altos, magros, desportistas, aparentemente saudáveis e sem historial de doença pulmonar e não percebemos porque se causa esta bolha de ar que comprime os pulmões e faz com que entrem em colapso e falência", explicou a especialista.

 

Adelaide Fernandes, professora auxiliar da Faculdade de Farmácia, da Universidade de Lisboa, foi outra das cientistas distinguidas, com o seu trabalho sobre a esclerose múltipla, doença que afeta mais de um milhão de pessoas em todo o mundo e cerca de cinco mil em Portugal.

 

"Com este projeto pretendemos identificar um alvo terapêutico na esclerose múltipla, pretendemos avaliar se uma proteína que temos vindo a estudar, a S100B, está de facto envolvida na doença e é responsável por um atraso da recuperação da incapacidade que se instala nos doentes quando estão sujeitos a surtos", especificou Adelaide Fernandes.

 

O Prémio L´Oreal Mulheres na Ciência apoia a investigação científica na Saúde e Ambiente em Portugal realizada por mulheres com idade até 35 anos. Na edição deste ano apresentaram-se 80 candidaturas tendo sido escolhidos três projetos que vão receber 20 mil euros cada.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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