Traumas na infância e Síndrome de Fadiga Crónica

Estudo publicado na revista “Archives of General Psychiatry”

01 abril 2009
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Os traumas emocionais vividos na infância estão relacionados com uma maior probabilidade de vir a desenvolver a síndrome de fadiga crónica, sugere um estudo publicado na revista “Archives of General Psychiatry”.

 

Investigadores liderados por Christine Heim, da Faculdade de Medicina Emory, em Atlanta (Geórgia), EUA, analisaram 113 pacientes com fadiga crónica e 124 indivíduos saudáveis que serviram de grupo de controlo.

 

Os participantes foram seleccionados entre 19 381 adultos, vítimas de traumas físicos, emocionais ou de negligência na infância. Os voluntários foram submetidos a exames para despiste de depressão, ansiedade ou stress pós-traumático, e a análises para avaliar o nível da hormona cortisol na saliva.

 

Um baixo nível desta hormona, um cortico-esteróide segregado pelo córtex da glândula supra-renal, indicaria uma baixa da actividade do principal sistema neuro-endócrino de resposta ao stress.

 

No estudo, foi verificado que os traumas sofridos na infância estão associados a um aumento de 600% do risco de desenvolvimento da síndrome de fadiga crónica.

 

O trabalho também concluiu que as pessoas com a síndrome revelaram estar mais sujeitas a depressão, ansiedade e stress pós-traumático do que as do grupo de controlo, e os seus níveis de cortisol eram mais baixos do que os deste grupo.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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