Tratar inflamação sem risco de infeção

Estudo publicado na “Nature”

16 novembro 2012
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Investigadores americanos descobriram uma forma de tratar a inflamação, nomeadamente a inflamação associada à artrite, que poderá minimizar um grave efeito secundário associado a este tipo de medicação: o aumento do risco de infeção, sugere um estudo publicado na “Nature”.
 

De acordo com os investigadores da University of Utah, nos EUA, esta descoberta poderá conduzir ao desenvolvimento de anti-inflamtórios eficazes e seguros, não só dirigidos aos pacientes com artrite, mas também para os outros milhões de indivíduos com doenças associadas à inflamação, como a diabetes, lesão cerebral traumática e doença inflamatória do intestino. “Isto pode alterar a forma como os medicamentos são produzidos”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos investigadores do estudo, Dean Y. Li.
 

O estudo refere que quando o organismo sofre um trauma ou é infetado, o sistema imunitário respondem com a produção de citocinas, ou seja, proteínas que ativam as células do sistema imunitário para matar o agente invasor que causam também inflamação.
 

Apesar do processo inflamatório combater a infeção, este também produz feitos indesejáveis nomeadamente enfraquecimento dos vasos sanguíneos, que pode conduzir ao inchaço das articulações, cérebro e outras áreas.
 

Há muito que os cientistas acreditam que as citocinas utilizam apenas uma via celular em resposta à infeção, o que significa que os fármacos que bloqueiam a inflamação causada por estas proteínas também bloqueiam o sistema imunitário e consequentemente a sua capacidade de combater a infeção.
 

No entanto, neste novo estudo os investigadores constataram que na realidade as citocinas utilizam não uma, mas duas vias para combater a infeção: uma que ativa o sistema imune para combater a infeção e matar os agentes estranhos, e outra que destrói a arquitetura dos tecidos e órgãos. “Assim será possível bloquear especificamente a inflamação sem tornar o paciente imunodeprimido”, disse o investigador.
 

Na opinião de uma das docentes e especialista em reumatologia da University of Utah, Tracy M. Frech, “esta descoberta poderá conduzir à formulação de medicamentos mais eficazes nomeadamente para o lúpus, escleroses sistémicas e atrite inflamatória, sem colocar os pacientes em risco de infeção”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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