Tratamentos de cancro da pele atingiram 140 ME em quatro anos

Estudo conduzido pela APCC

09 maio 2018
  |  Partilhar:
Os custos dos tratamentos dos cancros da pele realizados nos hospitais públicos, entre 2011 e 2015, atingiram 140 milhões de euros, segundo um estudo da Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo (APCC), divulgou a agência Lusa.
 
O estudo analisou os custos inerentes aos tratamentos dos cancros realizados em ambulatório e internamento nos hospitais públicos do Continente, que representaram 118 milhões de euros nos “cancros de pele não melanoma” e de 23,9 milhões de euros nos casos de melanoma.
 
Perante estes resultados, o estudo alerta para a importância do registo dos cancros da pele não melanoma. “É essencial para a planificação e dotação de recursos humanos e financeiros para o tratamento precoce e mais adequado destes cancros da pele”, defende o estudo.
 
Para sensibilizar a população para a prevenção desta doença, a associação vai desenvolver uma “rede de Representantes da APCC, liderada por médicos dermatologistas que, em colaboração com voluntários da APCC, seja médicos de medicina geral familiar, seja enfermeiros, farmacêuticos e educadores”, vão dinamizar ações junto das populações.
 
Será também criado um “Roteiro de Verão”, liderado por dermatologistas, com apoio de vários voluntários, que irão percorrer nos fins de semana de julho praias marítimas ou fluviais de todo o país, levando “mensagens concretas de proteção solar adequada” e explicando como se diagnostica precocemente os diferentes cancros da pele.
 
A incidência dos vários tipos de cancros da pele tem vindo a aumentar em todo o mundo, estimando-se que em Portugal, em 2018, sejam diagnosticados mais de 12.000 novos casos e cerca de 1.000 serão novos casos de melanoma, adianta a associação.
 
“A maioria destes cancros da pele está relacionada com a exposição solar exagerada ou inadequada ao longo da vida, seja por motivos profissionais ou de lazer, (como as atividades desportivas ao ar livre no horário inadequado ou sem a correta proteção solar, sobretudo com o chapéu e vestuário que cubra toda a pele incluindo antebraços e decote)”, refere a associação.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar