Tratamentos antitabágicos sem risco cardíaco relevante

Estudo publicado no “Journal of the American Heart Association”

27 dezembro 2013
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Os três principais tratamentos antitabágicos não apresentam riscos relevantes em termos de saúde cardiovascular, aponta um estudo realizado sobre os efeitos secundários daquelas terapias e publicado no “Journal of the American Heart Association”.
 
O estudo, que teve por base a análise de 63 ensaios clínicos e que contou com 30.508 participantes (a maioria dos quais relativamente saudável), revelou que os principais tratamentos para cessação tabágica não aumentam o risco de enfarte agudo do miocárdio, de acidente vascular cerebral ou de morte relacionada com o coração.
 
Os três tratamentos em estudo, ou seja, terapias de substituição nicotínica, incluíram os pensos adesivos de libertação transdérmica de nicotina, as pastilhas de nicotina e a vareniclina (com a designação comercial de Champix). 
 
Os investigadores detetaram que o uso dos pensos adesivos e das pastilhas de nicotina fez aumentar o risco de sintomas cardíacos de gravidade reduzida, como batimentos cardíacos irregulares ou mais rápidos. Estes riscos são, segundo Edward J. Mills, coautor do estudo e professor associado da Stanford University, nos EUA, e com a cátedra de investigação na University of Ottawa, no Canadá, bem conhecidos pelos médicos e normalmente acabam por desaparecer com o tempo. Além disso, estes riscos tendem a verificar-se quando se segue o tratamento antitabágico e se fuma ao mesmo tempo.
 
O investigador considera, assim, que “os benefícios de deixar de fumar são muito superiores aos riscos que acarretam os tratamentos antitabágicos. Além disso, é largamente sabido que deixar de fumar promove uma melhor saúde cardiovascular, um aumento da longevidade, da qualidade de vida e reduz os custos de tratamento de doenças relacionadas com o tabagismo.
 
Anteriormente os investigadores tinham descoberto que a combinação da terapia de substituição nicotínica, ou seja, a utilização de um penso adesivo e de uma pastilha sempre que surge a vontade de fumar poderá ser mais eficaz, mas pode conduzir a mais efeitos secundários do que se utilizadas isoladamente.
 
Finalmente, o facto de os participantes serem na maioria relativamente saudáveis poderá significar que os resultados não serão fidedignos para todos. Edward Mills considera que “é possível que os fatores de risco sejam diferentes em pessoas com múltiplas doenças”. Por isso, “os pacientes deveriam falar sobre os potenciais fatores de risco que poderão desenvolver a partir do seu histórico clínico com o seu prestador de saúde”.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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