Tratamento personalizado do cancro mais próximo

Estudo publicado na revista científica “Science”

13 maio 2015
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Uma equipa de investigadores descobriu a forma de mapear mais do que uma proteína ao mesmo tempo, quando estas reparam ADN danificado.
 
Num estudo conduzido pela Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde da Universidade de Copenhaga, Dinamarca, os investigadores conseguiram contribuir para acelerar o processo de desenvolvimento de tratamentos oncológicos que são não só melhores como ainda menos agressivos.
 
Quando ocorrem danos no ADN surgem diferentes proteínas para reparar os danos. Os tipos de proteína dependem dos danos ocorridos. Até à data era prática comum estudar-se apenas uma proteína de cada vez. No entanto, graças à chamada espectrometria de massa, os investigadores têm agora a oportunidade de poder estudar simultaneamente todas as proteínas que ajudam na reparação do ADN danificado. 
 
Este método foi desenvolvido por várias instituições, nomeadamente o Instituto Max-Planck em Munique, Alemanha, liderado por Mathias Mann, que está afiliado à Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde da Universidade de Copenhaga, em colaboração com a equipa de Niels Mailand do Centro da Fundação para a Investigação às Proteínas da Novo Nordisk.
 
Muitos dos tratamentos existentes para o cancro, incluindo a quimioterapia, foram concebidos de forma a induzirem grandes quantidades de danos no ADN de forma a exterminar as células cancerígenas. No entanto, como consequência, são também danificadas células perfeitamente saudáveis. 
 
Esta nova técnica oferece um enorme potencial pois permite aos investigadores de todo o mundo obterem melhor informação sobre quais e de que forma é que as proteínas ajudam a reparar danos no ADN.
 
Através desta técnica, a equipa de Niels Mailand descobriu que duas proteínas específicas e, até à data, não descritas, desempenham um papel importante na reparação do ADN danificado. “Por outras palavras, esta nova técnica permite-nos montar o puzzle com muito mais rapidez”, explica Niels Mailand.
 
O investigador considera que “ficamos com uma ideia muita mais clara e geral do processo de reparação, isto é, ao passo que antes apenas conseguíamos ver uma peça do puzzle de cada vez, agora conseguimos ver o puzzle inteiro. E isso torna muito mais fácil perceber o que está a suceder e agir a partir daí. Quanto melhor percebermos estes processos, melhor conseguiremos desenvolver tratamentos mais eficazes e mais ligeiros para o cancro”.
 
A equipa está muito perto de descobrir a função de mais cinco a dez proteínas no âmbito da resposta a danos no ADN, as quais foram também identificadas através da nova técnica.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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