Tratamento para colesterol pode prevenir repetição de enfarte agudo do miocárdio

Estudo conduzido pela CSL Limited

08 novembro 2012
  |  Partilhar:

Uma empresa biofarmacêutica encontra-se a desenvolver um tratamento para prevenir a ocorrência da repetição de enfarte agudo do miocárdio.
 

Desenvolvido pela empresa CSL Limited, na Austrália, o tratamento consiste na utilização de um componente do chamado colesterol “bom”, ou HDL, na remoção da acumulação de colesterol perigoso das artérias.
 

Sam Wright, diretor de estratégia global de terapia cardiovascular da biofarmacêutica australiana, comenta que “esperamos obter um novo mecanismo que atue a nível do colesterol nos dias ou semanas que se seguem a um enfarte agudo do miocárdio”. Ainda segundo o diretor, 20% dos sobreviventes de um enfarte agudo do miocárdio sofrem uma repetição do episódio no ano que se segue. O risco é maior nas semanas imediatamente a seguir ao episódio.
 

A primeira fase do estudo foi baseada na administração de uma proteína derivada do “bom colesterol” a 57 voluntários saudáveis. A proteína foi administrada por via intravenosa. Como resultado do tratamento, o organismo conseguiu remover, de forma mais eficaz, o ”mau” colesterol ou LDL das artérias. Os cientistas não conseguiram detetar qualquer efeito adverso resultante da administração do fármaco.
 

Segundo Sam Wright, o fármaco parece ter reforçado a capacidade do organismo em eliminar o “mau” colesterol. Embora a aspirina e os tratamentos antiplaquetários evitem obstruções após um enfarte agudo do miocárdio, não conseguem eliminar o colesterol acumulado nas artérias, referem os autores do estudo.
 

O estudo encontra-se ainda numa fase inicial e, apesar de promissor, ainda não foi determinado se o tratamento surtirá, de facto, os efeitos pretendidos. O fármaco deverá ser ainda submetido a mais duas etapas de pesquisa até poder conseguir aprovação nos EUA.
 

Desconhece-se ainda se o fármaco poderá realmente ajudar a reduzir o risco da ocorrência de enfarte agudo do miocárdio. Duvida-se também que o mesmo possa ser administrado a indivíduos com altos níveis de colesterol, mesmo àqueles que não tenham sofrido um enfarte agudo do miocárdio.
 

Finalmente, ainda não se sabe quanto custará o fármaco, com que frequência será necessário o tratamento com o mesmo e a sua administração por via intravenosa constitui uma desvantagem
 

Os resultados, apresentados na conferência Anual da American Heart Association em Los Angeles, EUA, devem assim ser considerados, por enquanto, como preliminares.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.