Tratamento para a artrite reumatóide não aumenta risco de cancro

Estudo publicado no “Arthritis & Rheumatism”

06 novembro 2009
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A utilização prolongada de bloqueadores do factor de necrose tumoral alfa (TNF-alfa) para o tratamento da artrite reumatóide não aumenta o risco de aparecimento de cancro, conclui um estudo publicado na revista “Arthritis & Rheumatism”.

 

O TNF-alfa é uma citoquina secretada por células do sistema imunitário que tem um papel importante tanto na regulação das células do sistema imune como na indução da inflamação. Os bloqueadores do TNF-alfa são fármacos imunossupressores que reduzem a inflamação e que são utilizados no tratamento dos doentes que sofrem de artrite reumatóide. No entanto, foram levantadas dúvidas sobre se a sua utilização prolongada poderia aumentar o risco de infecções e cancro.

 

De forma a clarificar este assunto, os investigadores do Karolinska University Hospital, em Estocolmo, Suécia, analisaram os dados de 6.366 indivíduos que sofriam de artrite reumatóide e que tinham iniciado a terapia com bloqueadores do TNF-alfa, nomeadamente com o infliximab, adalimumab ou o etanercept, entre Janeiro de 1999 e Julho de 2006. Estes pacientes foram comparados com três outros grupos distintos: 61.160 indivíduos que não estavam a fazer medicação, 4.015 que estavam a tomar metotrexato, o tratamento standard para este tipo de patologia, e 4.105 que estavam a tomar uma mistura de fármacos que não incluíam os bloqueadores do TNF- alfa.

 

O estudo indicou que, durante o período de acompanhamento, foram diagnosticados 240 casos de cancro nos pacientes que não tinham antecedentes de cancro quando iniciaram a terapia com os bloqueadores do TNF-alfa. Por seu turno, quando comparados com os pacientes que não faziam a terapia com os bloqueadores do TNF-alfa ou com aqueles que não tinham antecedentes de cancro, o risco relativo dos que estavam a ser submetidos à terapia com bloqueadores do TNF-alfa de desenvolver esta patologia foi de 1,00. Os investigadores constataram que este risco permaneceu constante mesmo para aqueles que tomaram estes fármacos durante mais de seis anos.

 

Em declarações ao sítio Healthday, o líder da investigação conclui que “o risco de desenvolvimento de cancro é o mesmo para os pacientes que tomam imunussupresores e para aqueles que não tomam estes fármacos”. No entanto, é prudente fazer uma vigilância contínua.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

 

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