Tratamento Hormonal impede crescimento de criança deficiente

Caso gera polémica nos EUA

08 janeiro 2007
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Ashley tem 9 anos e a maturidade mental de um bebé de três meses; não consegue sentar-se, andar ou falar. Quando a criança norte-americana, que sofre de Encefalopatia Estática, começou a mostrar sinais de puberdade precoce, os pais, com o apoio de uma equipa do Seattle Childrens Hospital, decidiram travar-lhe o processo de desenvolvimento, através de tratamentos hormonais.
 

 

O caso de Ashley foi publicado no ano passado, tendo gerado debate e críticas. Os pais permanecem anónimos, mas depois de toda a polémica decidiram vir na semana passada explicar as suas razões num blogue.
 

 

Dizem que os seus motivos nada têm a ver com conveniência - são para bem da filha e traduzem-se em maior qualidade de vida para ela.
 

 

Dizem também que a decisão de remover o útero (Histerectomia) e o peito (Mastectomia) da filha atende aos interesses da filha por conforto e segurança, nomeadamente, contra o risco de ser alvo de violação.
 

 

Num editorial da revista Archives of Pediatrics & Adolescent Medicine, o médico Jeffrey Bosco, da Miami University, criticou o tratamento por não haver pesquisa suficiente sobre as suas consequências. Defende que "esta é uma solução técnica para um problema social". "Sei que é muito duro para as famílias, mas precisamos é de mais fundos para que recebam os apoios de que precisam."
 

 

Daniel Gunther, responsável pela equipa do Seattle Childrens Hospital onde Ashley recebeu o tratamento, já veio dizer que estão a ponderar submeter mais crianças ao mesmo processo, depois de os casos terem sido apreciados pelo comité de ética.
 

 

MNI- Médicos na Internet

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