Tratamento hormonal aumenta risco de demência e ataque cerebral

Estudo analisou mais de quatro mil mulheres

28 maio 2003
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Os tratamentos hormonais duplicam o risco de demência e aumentam num terço o risco de ataque cerebral em mulheres com mais de 65 anos, indicam três estudos que hoje publicados nos Estados Unidos.
 

 

Das 4.532 mulheres que participaram no estudo sobre os efeitos do tratamento combinatório de estrogénio e progesterona, 61 foram diagnosticadas como dementes.
 

Destas, 40 (66 por cento) pertenciam ao grupo que tomava hormonas, enquanto que 21 (34 por cento) tomavam apenas um placebo (substância de controlo).
 

 

«No total, o risco de demência para as mulheres do grupo que tomava estrogénio e progesterona foi duas vezes superior ao do grupo que tomava placebo», sublinham os investigadores, descrevendo os resultados como «inesperados».
 

 

Isso representa 23 casos suplementares de demência em 10 mil mulheres com mais de 65 anos, concluem os trabalhos conduzidos por Sally Shumaker, da Universidade de Ciências Médicas, em Winston-Salem, Carolina do Norte.
 

 

As suas conclusões são confirmadas pelos resultados de um outro estudo conduzido por Stephen Rapp, da mesma Universidade, segundo os quais esta terapia hormonal não tem qualquer efeito benéfico sobre as capacidades intelectuais das mulheres na menopausa (algo sugerido em trabalhos anteriores).
 

 

Um terceiro estudo conduzido em 16.608 mulheres com mais de 50 anos, a gozar de boa saúde, mostra que aquelas que se submetem a um tratamento hormonal têm um risco acrescido de ataque cerebral.
 

 

No total, 151 mulheres (1,8 por cento) do grupo que seguia o tratamento hormonal foram vítimas de um ataque deste tipo contra 107 mulheres (1,3 por cento) do grupo a quem foi administrado um placebo, o que representa um risco acrescido de 31 por cento.
 

 

Os tratamentos de substituição hormonal são receitados para atenuar os sintomas e efeitos da menopausa (como a osteoporose), causados por uma quebra na produção dos estrogénios. Os três estudos são publicados na edição de quarta-feira do Journal of the American Medical Association (JAMA).
 

 

Fonte: Lusa
 

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