Tratamento dos sintomas da menopausa associado a hemorragias gastrointestinais

Estudo realizado pelo Hospital Geral de Massachusetts, EUA

21 maio 2015
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A terapia hormonal de substituição (THS) é um tratamento dado às mulheres para reduzir os sintomas da menopausa.
 
Já eram conhecidos os riscos apresentados por esta terapia no que diz respeito ao cancro da mama, ataques cardíacos e AVC, mas um novo estudo revela agora que as mulheres que tomam este tipo de medicação são também mais propensas a ter hemorragias gastrointestinais, pelo facto de desenvolverem mais facilmente coágulos sanguíneos.
 
Prashant Singh, do Hospital Geral de Massachusetts, em Boston, EUA, e líder deste estudo, afirma que, de facto, uma mulher que esteja a fazer THS tem um risco aumentado de vir a ter uma hemorragia gastrointestinal, mas ressalva que o risco absoluto é, na verdade, bastante baixo. 
 
A equipa de investigadores avaliou cerca de 74 mil mulheres e comparou episódios de hemorragias intestinais em mulheres que faziam THS e em mulheres que nunca tinham sido submetidas a este tipo de tratamento.
 
Os resultados mostraram que as mulheres que fazem THS têm um risco 50% superior de vir a ter uma hemorragia gastrointestinal e têm mais do dobro das probabilidades de vir a ter uma colite isquémica ou uma hemorragia do trato gastrointestinal inferior. No caso das hemorragias do trato gastrointestinal superior, não se verificaram diferenças entre mulheres que utilizam a THS e as que não utilizam. Isto deve-se ao facto de não existirem tantos vasos sanguíneos no trato gastrointestinal superior.
 
Normalmente, as hemorragias do trato intestinal inferior que se desenvolvem como consequência da THS surgem na sequência de uma colite isquémica. A colite isquémica é uma inflamação do intestino grosso (cólon). Ocorre quando, por algum motivo, não há um fluxo suficiente de sangue para o cólon. Por vezes, a diminuição do fluxo sanguíneo resulta em gangrena (morte do tecido) no cólon.
 
Os investigadores concluíram também que os riscos vão aumentando com o prolongamento da terapia. 
 
Portanto, estes novos riscos devem ser tomados em conta sempre que se pretender tratar os sintomas da menopausa. Se possível, este tipo de medicação deve ser receitado em doses baixas e durante o mínimo tempo possível.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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