Tratamento do cancro da próstata pode ser revolucionado

Investigação da Universidade de Coimbra

21 novembro 2012
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Investigação da Universidade de Coimbra “pode revolucionar o tratamento do cancro da próstata”, admite o urologista Ricardo Leão.
 

O estudo vencedor de uma bolsa de oito mil euros tem como objetivo estudar o “efeito das terapêuticas usadas no carcinoma da próstata na subpopulação de células estaminais cancerígenas da próstata”, revelou o médico à agência Lusa.
 

Apesar de já existirem tratamentos eficazes para as células estaminais cancerígenas da próstata, “persistem casos em que a doença progride, mesmo quando as terapêuticas demonstram eficácia inicial”, salientou Ricardo Leão.
 

Essa resistência aos tratamentos, que “origina a recorrência e a progressão da doença oncológica”, dever-se-á, acredita o especialista, “principalmente, às células estaminais cancerígenas”.
 

A bolsa vai permitir a avaliação do efeito de “determinados tratamentos” sobre aquelas células ‘in vitro’, analisando a sua resposta celular e molecular, para compreender “os mecanismos de resistência” a terapêuticas específicas que ainda permanecem desconhecidos.
 

O investigador explicou que na prática, vai ser possível “saber se estamos ou não a erradicar todas as células que constituem o tumor e, deste modo, perspetivar o efeito das terapêuticas”.
 

“Esperamos que os nossos resultados possam sugerir novas oportunidades terapêuticas no tratamento do carcinoma da próstata e mudar o modo como esta doença é tratada, hoje em dia”, conclui Ricardo Leão.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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