Tratamento do cancro da próstata atinge era dourada com novo medicamento

Estudo publicado no “New England Journal of Medicine”

20 agosto 2012
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A descoberta, pela quarta vez em dois anos, de um novo fármaco para o tratamento do cancro da próstata que prolonga a vida de forma significativa, iniciou o que se pode chamar de era dourada no tratamento da doença.

 

Conduzido pelo Institute of Cancer Research, em parceria com The Royal Marsden NHS Foundation Trust, ambos em Londres, Reino Unido, o estudo demonstrou que o fármaco enzalutamide pode prolongar a vida de forma significativa, bem como melhorar a qualidade da mesma em homens com cancro da próstata em estado avançado. Isto poderá aumentar ainda mais as opções de tratamento da doença nos pacientes que sofrem desta forma de cancro.

 

O novo tipo de tratamento hormonal enzalutamide foi avaliado em 1,119 pacientes com cancro da próstata metastásico hormono-resistente que tinham sido submetidos a quimioterapia, no âmbito de um estudo multinacional e aleatório, controlado com placebo, financiado pelas empresas farmacêuticas Medivation e Astellas.

 

A média do período de sobrevivência com a administração do fármaco foi de 18,4 meses, em comparação com 13,6 meses nos participantes aos quais foi oferecido placebo. Cerca de 43% dos homens que receberam enzalutamide declararam ter tido uma melhoria na sua qualidade de vida, comparativamente a 18% dos que receberam placebo. Em novembro do ano passado, o Independent Data Monitoring Committee recomendou que se terminasse antecipadamente o estudo para se oferecer enzalutamide aos homens que tinham recebido placebo.

 

O presidente do conselho de administração do Institute of Cancer Research, Professor Alan Ashworth, afirmou que a pesquisa na área da oncologia no Reino Unido tinha finalmente atingido um patamar em que os pacientes com cancro da próstata em estado avançado podem agora beneficiar de um leque de novos tratamentos após um longo período em que as opções eram limitadas.

 

“O cancro da próstata em estado avançado é extremamente difícil de tratar e foi necessário um esforço enorme e coordenado para finalmente poder-se disponibilizar novos fármacos, após décadas em que não existiam outras opções sempre que tratamento hormonal à moda antiga deixava de funcionar”.

 

Conduzido em parceria pelas instituições supracitadas, este estudo consistiu na Fase III do ensaio com enzalutamide e na Fase III dos ensaios com dois outros fármacos, cabazitaxel e abiraterona. O fármaco abiraterona foi também descoberto no Institute of Cancer Research e foi recentemente disponibilizado pelo NHS (o sistema de saúde público britânico). Descobriu-se que um outro fármaco, o sipuleucel-T, pode também prolongar a vida por um período de dois anos.

 

O professor Martin Gore, diretor médico do Royal Marsden Hospital, afirmou: “estamos muito satisfeitos com os recentes progressos efetuados no tratamento do cancro da próstata em estado avançado e com o impacto que estes estão a ter nos nossos pacientes, muitos dos quais estão a viver mais tempo e com uma qualidade de vida melhor em consequência destes novos fármacos”.

 

ALERT Life Sciences Computing S.A.
 

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