Tratamento de Parkinson e Alzheimer pode estar mais perto

Estudo publicado na “Nature”

14 março 2011
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As doenças neurodegenerativas, como a doença de Parkinson e de Alzheimer, são parcialmente atribuídas à inflamação cerebral. Uma equipa internacional de investigadores identificou agora uma família de enzimas que contribui para esta inflamação, constituindo assim um potencial alvo terapêutico, dá conta um estudo publicado na “Nature”.
 

Os investigadores do Karolinska Institutet, em Estocolmo, na Suécia, e da universidade de Sevilha, em Espanha, sugerem que determinadas células cerebrais, conhecidas como células microgliais, desempenham um papel importante no desenvolvimento das doenças neurodegenerativas. A sobreactivação destas células causa inflamação, resultando na morte neuronal.
 

Neste estudo, os investigadores liderados por Bertrand Joseph descobriram um modo de impedir a activação destas células e, consequentemente, de evitar a inflamação, através da inibição de uma família bem conhecida de enzimas, as caspases, as quais são conhecidas por causar morte celular.
 

Com base em experiências realizadas em culturas celulares e em ratinhos, os investigadores constataram que as caspases controlam a activação das células microgliais. Foi verificado que determinadas caspases (3, 7 e 8) activam estas células, desencadeando assim uma reacção inflamatória. Quando os investigadores administraram inibidores destas enzimas aos animais, verificaram que passou a haver menos células activas, menos inflamação e menos morte celular dos neurónios.
 

Os investigadores também verificaram uma maior incidência de caspases activas nas células microgliais de pacientes que sofriam de Alzheimer e Parkinson.
 

Bertrand Joseph revelou que a sua equipa está agora a analisar se as substâncias inibidoras das caspases podem ser candidatas a fármacos que poderão ser utilizadas no tratamento de certas doenças neurológicas.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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ALS

Por favor, alguém me informa se está a ser testado algum medicamento contra a esclerose lateral amiotrofica.

Cura do Parkison

TENHO 46 ANOS, E A 2 ANOS ESTOU COM A DOENÇA,
SE TIVER SENDO TESTADO UM TRATAMENTO, GOSTARIA DE SER USADO

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